Torcida celeste ignora chuva e faz festa por mais um título nacional

Desde os primeiros momentos do dia, cruzeirenses já viviam a expectativa pela conquista do tetra

iG Minas Gerais | RÔMULO ABREU |

ESPORTES BH MG: LANCES DA PARTIDA ENTRE CRUZEIRO X GOIAS NO MINEIRAO VALIDA PELA 36 RODADA DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2014. NA FOTO:

FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 23.11.2014
DENILTON DIAS / O TEMPO
ESPORTES BH MG: LANCES DA PARTIDA ENTRE CRUZEIRO X GOIAS NO MINEIRAO VALIDA PELA 36 RODADA DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2014. NA FOTO: FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 23.11.2014

As estruturas do Mineirão estremeceram. Se a chuva que caía na Pampulha era silenciosa e intensa, o tornado azul era ainda mais frenético, porém ensurdecedoramente alto. Antes mesmo da partida começar, a torcida que lotou completamente o estádio já gritava incansável, o que era apenas uma amostra dos momentos de completa explosão que se seguiriam.

 

A euforia nas arquibancadas era extrema durante o aquecimento do goleiro Fábio e os gritos como se fossem de gols quando o telão do estádio anunciou a escalação do Cruzeiro para o jogo. Mas nada se comparou ao delírio da China Azul quando, aos 12 minutos, Mayke cruzou na medida para Goulart cabecear no canto e abrir o marcador. Um verdadeiro som de trovões para uma torcida encharcada pela chuva e pelo suor misturado às lágrimas de uma multidão ansiosa para soltar o grito de tetra, que parecia no rumo do time celeste desde a sexta rodada.

Nem o gol do Goiás, dez minutos depois, calou a China Azul, que trocou momentaneamente as canções de guerra por uma sonora vaia contra quem tentava estragar a festa estrelada. Apesar do empate, a tônica do primeiro tempo foi de festa antecipada até a torcida prestar mais atenção no jogo e ver que o Esmeraldino não estava para brincadeira, jogando sério e disposto a ‘colocar água no chopp’ dos cruzeirenses. À medida que o jogo se equilibrou e esfriou, o barulho diminuiu. Olhares tensos, porém confiantes. Algo dizia a cada cruzeirense que o melhor estava por vir.

Veio o segundo tempo e o ritmo do Mineirão se transformou no pulsar de um coração disparado, querendo mais gols, querendo o tetra. A cada batida, o Mineirão balançava, fervendo o caldeirão que entrou novamente em erupção quando Everton Ribeiro, de cabeça, tratou de diminuir o drama que começava a se instalar. O cântico “explode coração na maior felicidade, é lindo meu Cruzeiro contagiando e sacudindo essa cidade”, além de descrever com exatidão o momento, parecia que se propagava no ar, se assemelhava ao som de uma chuva torrencial.

As rajadas eram cada vez mais fortes a cada chutão, cada defesa ou simples desarme, até que o jogo foi encerrado e o caldeirão entornou de vez. Como um mar revolto, a China Azul abalou a Pampulha. O que se via nas arquibancadas eram risos, olhares marejados, expressões raivosas de quem calou críticos, céticos e ‘secadores’. Apesar de previsível, em vista da hegemonia celeste desde o início do campeonato, a comemoração foi vibrante, intensa, nervosa, cheia de orgulho e bem orquestrada por uma torcida acostumada a conquistar títulos, afinal este é o quarto nacional. Após um domingo chuvoso na capital do campeão brasileiro, a promessa e o desejo da China Azul é que essa torrente arraste a cidade ainda por muito tempo.

Leia tudo sobre: CruzeirotetrafutebolRaposatítuloconquistafestaMineirãotetracampeão