Cruzeiro bate Goiás, fatura o tetra e escreve mais uma página heroica

Título de 2014 se junta ao também épico Brasileirão de 2013, construindo-se, assim, um bicampeonato inédito

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

Cruzeiro e Goiás tiveram de lidar com forte chuva no Mineirão
UARLEN VALERIO / O TEMPO
Cruzeiro e Goiás tiveram de lidar com forte chuva no Mineirão

Na bola, na técnica, na genialidade, no conjunto. Sob sol ou sob chuva. Dono de um futebol vistoso e ofensivo, o Cruzeiro escreve mais uma página heroica em sua história e, com todas as honras e méritos, borda no peito a quarta estrela de campeão nacional.

A apresentação derradeira, neste domingo, no Mineirão, foi a seu feitio, cirúrgica, com um 2 a 1 sobre o Goiás que sacramentou, com duas rodadas de antecedência, aquilo que todo mundo já sabia. O título de 2014 se junta ao também épico Brasileirão de 2013, construindo-se, assim, um bicampeonato inédito e consagrando, de vez, uma geração de ídolos, de craques e de grandes promessas.

De Fábio, o capitão, líder e suas defesas inacreditáveis. De Léo, Dedé, Bruno Rodrigo e Manoel, zagueiros fortes e goleadores. De Ceará, Mayke, Egídio e Samudio, às vezes, contestados, mas fundamentais. De Henrique, Nilton, Lucas Silva, Willian Farias e Tinga, que destroem e constroem, assim, nessa sequência.

De Ricardo Goulart e Everton Ribeiro, com um futebol moderno e dinâmico, reconhecido pela seleção. De Willian, Alisson, Marquinhos e Marlone, homens da velocidade e do fôlego extra. De Júlio Baptista, Dagoberto, Borges e Marcelo Moreno, atacantes experientes e decisivos.

Todos esses caras, que se reúnem e elevam as mãos para o céu a cada gol, foram regidos por um treinador que encabeça a nova geração de técnicos do país. Marcelo Oliveira provou que um técnico inteligente, profissional e sensato vale mais do que o rótulo de um ex-jogador atleticano.

No extracampo, a equipe teve as mãos do diretor de futebol Alexandre Mattos e do presidente Gilvan de Pinho Tavares, que engoliram críticas, trabalharam nos bastidores e acharam no mercado as engrenagens de um time vencedor. Tudo isso, alavancado por uma torcida apaixonada, que abraçou o plano de sócio do clube, encheu o Mineirão jogo pós jogos e conduziu seu time à glória.

Trajetória. Em 21 de abril, a equipe celeste assumia o primeiro posto, ainda pela 6ª rodada, para não mais o deixá-lo nesta edição. Foram 24 vitórias justas ou sofríveis, o melhor ataque com 64, quase dois por jogo, o melhor mandante, o melhor visitante. O time sobrou e praticamente não oscilou na competição.

A esticada na liderança foi tanta que, mesmo com alguns percalços, não houve adversário capaz de superá-lo. Nada o tirou do prumo, nem a prioridade para a Libertadores, nem a parada para a Copa do Mundo, nem a outra frente de disputa na Copa do Brasil.

Epílogo. A chuva forte que caiu na Pampulha ontem encharcou o campo e dificultou o toque de bola. Não havia dúvida que a qualidade técnica do Cruzeiro seria prejudicada. Mas a ânsia pela vitória era tão grande, que superar poças foi o mínimo. Assim, ainda aos 12 min, Ricardo Goulart abriria o placar.

O time goiano nem agredia tanto assim, mas achou o gol de empate dez minutos depois, com Samuel. Inexplicadamente, a equipe estrelada diminuiu a força e o Goiás arquitetou lances de perigo. Para o segundo tempo, a chuva parou e o gramado melhorou.

Aos 11 do segundo tempo, chegou a informação do gol do São Paulo sobre o Santos. Pela primeira vez, a equipe que começou campeão, estava com a festa adiada. Era questão de instantes. O time, que parecia um pouco desanimado, se restabeleceu. Não deu outra. Bastou mais seis minutos para Everton Ribeiro fazer o Mineirão tremer de novo. Estava selado, de uma vez por todas, o tetracampeonato nacional.

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