Putin não descarta reeleição em 2018

Putin tornou-se presidente da Rússia em 2000 e, após servir como primeiro-ministro por quatro anos, retornou à presidência

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que não pretende se manter no cargo indefinidamente, mas não descartou a possibilidade de concorrer à reeleição em 2018. Em entrevista à agência de notícias russa TASS, Putin afirmou ainda que as sanções impostas a Moscou pelo Ocidente violam os direitos humanos e têm como objetivo semear a discórdia na sociedade russa.

Putin, de 62 anos, declarou que permanecer "na cadeira de presidente para sempre" não seria bom e prejudicaria o país. "E eu também não preciso disso", completou.

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de buscar um novo mandato em 2018, como permite a Constituição, Putin disse que não vai necessariamente tomar tal decisão, mas que agirá a partir "do contexto geral, da compreensão doméstica e de meus sentimentos pessoais". Segundo Putin, ainda é cedo para falar sobre eleição, já que "há bastante tempo pela frente e muito pode mudar".

Putin tornou-se presidente da Rússia em 2000 e, após servir como primeiro-ministro por quatro anos a partir de 2008, ele retornou à presidência em 2012 para um mandato de seis anos.

Também na entrevista, Putin disse que Moscou não planeja construir uma cortina de ferro entre a Rússia e o Ocidente e não permitirá que ninguém isole o país. "Entendemos a nocividade de uma 'cortina de ferro' para nós e ninguém vai construir um muro ao nosso redor", afirmou.

Putin defendeu empresários e autoridades que sofreram sanções do Ocidente, referindo-se a eles como "amigos", e chamou as punições de "grave violação dos direitos humanos".

No sábado, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou o Ocidente de "buscar uma mudança de regime" em seu país ao impor sanções a Moscou.

A Rússia vem intensificando o tom das críticas ao Ocidente em meio às tensões mais sérias entre ambos os lados desde a Guerra Fria devido à crise na Ucrânia. Desde que Moscou anexou a região ucraniana da Crimeia, em março, os Estados Unidos e a União Europeia aplicaram sanções a dezenas de empresas e indivíduos russos, o que praticamente fechou os mercados financeiros internacionais para o empresariado do país.

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