Para executivos, desistências devem diminuir em 2015

iG Minas Gerais |

São Paulo. Os executivos do setor imobiliário acreditam que o volume de negócios desfeitos deve cair em 2015. “Este ano marca definitivamente a geração de caixa da empresa. Nosso próximo passo no ano que vem será recuperar a rentabilidade”, diz o diretor-superintendente da Rossi, Leonardo Diniz. A empresa conseguiu gerar R$ 91,9 milhões em caixa no terceiro trimestre. No entanto, o balanço sofreu o impacto de cerca de R$ 120 milhões com distratos e R$ 40 milhões com descontos, chegando a um prejuízo líquido de R$ 265,1 milhões, uma perda muito grande, avaliaram analistas.

A MRV teve o segundo maior nível de cancelamentos, atrás da Rossi. No entanto, tem conseguido liquidez na revenda, graças à demanda e à baixa concorrência no segmento de imóveis econômicos, foco de sua atuação. “A geração de caixa vai ser mais ou menos constante daqui para frente”, afirmou o diretor financeiro, Leonardo Correa. No trimestre, a MRV reportou lucro de R$ 135 milhões e geração de caixa de R$ 136 milhões. Segundo o executivo, as rescisões devem diminuir a partir de 2015.

A Gafisa teve prejuízo líquido consolidado de R$ 9,9 milhões e geração de caixa de R$ 23 milhões. O resultado líquido foi fruto do prejuízo de R$ 25,2 milhões da Tenda e do lucro de R$ 15,3 milhões da Gafisa, que inclui R$ 6,6 milhões da loteadora Alphaville. O prejuízo da Tenda foi provocado pelo menor volume de lançamentos e pelo maior nível de distratos.

 

Semestre

Apartamentos. O número de apartamentos vendidos em Belo Horizonte caiu 3% no primeiro semestre, segundo o CMI/Secovi. Eles representam 77% dos negócios imobiliários.

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