Estratégia é isolar os envolvidos

iG Minas Gerais |

São Paulo. O setor da construção ainda não tem ideia de como será afetado pela operação, mas um executivo ouvido pelo jornal “O Estado de S. Paulo” indicou a estratégia de reação das empresas: isolá-las dos personagens comprometidos com as irregularidades. “Afetou algumas pessoas, pelo que sei, mas não vejo por que afetaria a questão operacional”, disse.

Esse foi o mesmo discurso adotado pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Ele disse que as empresas não são iguais a seus executivos e minimizou o risco de prejuízos às obras. “Eu acho que as empresas têm características diferentes das pessoas físicas”, afirmou.

Embora exista a possibilidade de as empresas serem declaradas inidôneas e, em consequência, serem impedidas de fechar novos negócios com o governo, os analistas acreditam que essa possibilidade é remota. O mais provável é que a culpa e a punição recaiam sobre um ou mais executivos.

A expectativa das construtoras é que os contratos em andamento com o governo federal não sejam atingidos. Mas isso depende do resultado final das investigações. Um executivo do setor admitiu, porém, que pode haver problemas em futuros contratos a serem fechados.

As construtoras que hoje estão na berlinda são responsáveis por boa parte dos R$ 221,7 bilhões que o setor da construção pesada faturou em 2013. Elas estão em todos os grandes projetos do governo e na maior obra de infraestrutura do país, a refinaria Abreu e Lima, orçada em R$ 18,5 bilhões, no foco da operação Lava Jato. (APP)

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