Empreiteiras atuaram em BH

Construtoras investigadas na operação da Polícia Federal receberam R$ 272,5 milhões

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Viaduto. As obras do Boulevard Arrudas, na avenida Tereza Cristina, foram realizadas pela empresa Mendes Júnior, uma das investigadas
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Viaduto. As obras do Boulevard Arrudas, na avenida Tereza Cristina, foram realizadas pela empresa Mendes Júnior, uma das investigadas

Das grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, em Belo Horizonte, três delas foram construídas por empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato: BRT Cristiano Machado, Estação BRT São Gabriel e a quinta etapa do Boulevard Arrudas. Ao todo, as construtoras levaram R$ 272,5 milhões em contratos.

Os dois primeiros empreendimentos foram vencidos, em licitação, pela Constran. A construtora é uma das seis controladoras do grupo UTC Participações, que teve quatro executivos presos durante a sétima etapa da operação da Polícia Federal. O presidente da companhia, Ricardo Ribeiro Pessoa, continua detido.

Somados, os contratos firmados entre Prefeitura de Belo Horizonte (e governo federal) e a Constran para a construção do BRT/Move na avenida Cristiano Machado e na Estação São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte, custam cerca de R$ 80 milhões. As obras já foram entregues.

Já a obra do Boulevard Arrudas teve a Mendes Júnior como vencedora da quinta etapa do empreendimento. A construtora recebeu R$ 183 milhões para fazer a recuperação da laje do fundo do ribeirão Arrudas, o recobrimento do canal e o viaduto Itamar Franco, que passa por cima da linha férrea, dentre outras obras no trecho entre a avenida Barbacena e a rua Extrema, na região dos bairros Carlos Prates e Coração Eucarístico.

Além da cifra milionária, a obra teve seu preço alterado por quatro aditivos ao contrato inicial, e seu preço total ficou 27,9% mais caro. Orçada inicialmente em R$ 143 milhões, a quinta etapa do Boulevard Arrudas custou R$ 40 milhões a mais.

Educação. Outra construtora citada pela Polícia Federal na operação Lava Jato firmou contratos com a Prefeitura de Belo Horizonte recentemente: a Odebrecht. Por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), a construtora levou R$ 250 milhões para construir 51 Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis).

Mobilidade

Copa. As obras do PAC em Belo Horizonte entraram no pacote do governo federal destinado à melhoria da mobilidade para a Copa do Mundo. Os recursos vieram do Ministério das Cidades.

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