EUA decifraram código do grupo

iG Minas Gerais |

Baidoa. Ao matar o líder do Al-Shabab, Ahmed Abdi Godane, os EUA mostraram que, após anos de operações malfeitas, o país decifrou o código do grupo, conseguindo determinar o local exato do principal militante e matá-lo com o mínimo de dano.

Mas isso também mostrou os rachas dentro do Al-Shabab: os analistas dizem que a única forma de os norte-americanos saberem onde Godane se escondia era se alguém do seu círculo interno o traísse.

Já que o substituto dele é um combatente pouco conhecido e sem muitos seguidores, vários desertores disseram que o pouco fascínio de que o grupo gozava tinha praticamente acabado. Alguns militantes migraram para o norte das Montanhas Galgala de Puntlândia. Os agentes de inteligência ocidental calculam que só sobraram alguns milhares de combatentes. Mesmo assim, o Al-Shabab pode ser como um veneno: mais perigoso quando concentrado.

“A organização, em termos de sua capacidade, permanece intacta”, disse Afyare A. Elmi, professor somali da Universidade do Qatar.

Outros analistas disseram que o Al-Shabab está, na verdade, ficando mais proficiente em seus assassinatos. Como o grupo mostrou no ano passado, tudo o que se precisa é de seguidores obstinados para realizar os atentados mortais. Quatro homens armados massacraram civis em um shopping de Nairobi, no Quênia, o que até hoje deixa a população local nervosa. (IK e JG/NYT)

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