Festejo reúne cerca de 5.000

iG Minas Gerais |

A tradição permaneceu ao longo das décadas e, mesmo depois de a maioria das famílias da região ter saído do lugarejo, muitos retornam para rezar para as almas do Peixe. “Tem o cemitério todo aí. Mas o povo aqui tem tradição com as almas do purgatório do Peixe. O que você pedir elas vão atender. Pediu a são Miguel Arcanjo e às almas, você tem. Recebi todos os pedidos que eu fiz”, explica Sincero Rodrigues dos Reis, 84. Ele é dono de uma das casinhas do vilarejo e sempre participou do jubileu, que reúne cerca de 5.000 pessoas anualmente, por três dias. Entre a programação, há cavalgadas, procissão, via-sacra, missas e o momento em que a bandeira de são Miguel é erguida em um mastro, na frente da igreja.

“É tudo muito emocionante. A gente chega a arrepiar. Quando as cavalgadas chegam das cidades vizinhas, os fiéis se reúnem na porta da igreja, o padre dá a bênção e agradece a chegada de todos. É muito bonito”, conta dona Lotinha.

Outro momento tocante é o berrante, tocado como homenagem pelos sertanejos que chegam a cavalo. A festa vem da tradição da missa celebrada no cemitério no século passado. (BF)

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