Tipos de jejum e a importância da moderação

iG Minas Gerais |

Equipe Divina Madre
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Normalmente compreendido como abstinência total ou parcial de alimentos físicos, o jejum, todavia, pode ser feito em vários níveis. Se for inspirado pelo nosso mundo interior e isento de expectativas, tanto o jejum de alimentos quanto a abstinência de palavras, de sentimentos e de pensamentos ajudam na nossa transformação, na purificação do organismo e até mesmo a trazer saudáveis simplificações à vida. A intenção de purificar-nos, quando autêntica, cautelosa, persistente e tranquila, constitui importante parte do jejum e determina seus resultados. Em algumas pessoas, essa intenção é suficiente para provocar na consciência mudanças que em geral se conseguem pela abstinência ou pelo controle. Como o jejum é uma via de equilíbrio para nos relacionarmos com as vidas externa e interna, podemos perguntar-nos também: “Como aplicá-lo para encontrar equilíbrio na maneira de lidar com os bens materiais?”. O procedimento é o mesmo adotado no jejum de alimentos, no de sentimentos, no de pensamentos, no de ações e no de palavras. Algumas vezes jejuamos de bens materiais pela abstinência; outras, pelo uso moderado deles ou pela austeridade. Quando alguém recebe a ordem interior de dispor de todos os seus bens, é porque está pronto para isso. Sabe que tanto para seu próprio caminho como para o serviço evolutivo é a atitude mais indicada. Sempre houve, através dos tempos, os que agiram assim. Entretanto, esse não é o caminho da maioria. Contudo, em qualquer circunstância, é possível treinar a moderação. Podemos perguntar-nos: “Utilizo os bens materiais para tornar a vida de meus semelhantes mais digna, menos desgastante? No dia a dia levo em conta que mais da metade da humanidade se encontra em estado subumano, sem teto, sem alimentação básica, sem higiene e sem educação? Trato com o devido respeito a água, a energia elétrica, as habitações e as coisas com que lido?”. Reflexões como essas ajudam-nos a não abusar dos bens materiais. E não abusar dos bens materiais é usá-los com desapego e, ao mesmo tempo, sem desperdício. Para alguns, a moderação é mais difícil que um período de abstinência total. Em princípio, a moderação requer humildade: requer que sejamos verdadeiros conosco e que nos reconheçamos falhos em certas circunstâncias. Essa atitude leva-nos a pedir orientação ao nosso ser interior antes de fazer qualquer coisa. Por outro lado, a moderação requer também ousadia. Precisamos levar em conta que, se estivermos receptivos à luz interior, nossos recursos serão adequados, mesmo que imperfeitos. A sabedoria da vida tudo ajusta quando estamos entregues à vontade do nosso ser interior, e até inclui as imperfeições da personalidade. Mas é preciso ousar fazer o que é para ser feito. Só damos passos realmente quando nos dispomos a ir um pouco além do que estaria ao nosso alcance. Se buscarmos a moderação, reconheceremos que ousar não é agir irrefletidamente. É confiar no potencial que temos dentro de nós, entregando-o à condução da nossa alma. Ao agirmos permeados desse espírito, descobrimos o sentido de jejuar em ações, de atuar na justa medida para a luz interna revelar-se. Por último, a moderação requer desapego. É preciso realizar tais ações sem se prender a elas, agir como um semeador que lança os grãos na terra e os deixa entregues à chuva, ao vento e à dinâmica da força de vida que há em seu interior. Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br ou o site www.comunidadefigueira.org.br.

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