Salão de beleza mineiro LM prepara abertura de franquias

Marca teve proposta para abrir dez unidades em São Paulo, mas economia freou projeto por enquanto

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Luiz Martins, dono do LM, diz que a mineira está entre as mulheres que mais frequentam salão de beleza e começam cedo
LEO FONTES / O TEMPO
Luiz Martins, dono do LM, diz que a mineira está entre as mulheres que mais frequentam salão de beleza e começam cedo

O fundador da rede de salões de beleza LM Studio, Luiz Martins, 60, tem clientes fiéis há 40 anos, mas não faz ideia de quantos já passaram pela sua trajetória. “Se eu soubesse, estaria no livro dos recordes”, gaba-se o empresário com frequentadores de 3 a 97 anos. Tanta experiência e quatro unidades depois – todas na zona Sul, como Lourdes, e nos shoppings Diamond Mall, Pátio Savassi e, agora, no BH Shopping – Martins tem pronto um projeto para franquear a marca LM. “Eu tive uma proposta muito boa para abrir dez salões em São Paulo, mas o franqueador pediu um tempo por causa da economia”, conta o executivo, que completa 35 anos com o LM Studio.

Sem desistir da expansão, Martins acredita que o plano deve ficar arquivado por um ou dois anos. “Acho que 2015 vai ser um ano frio, mas estamos preparados para abrir franquias, já houve estudo de franqueadores e preocupação de ter uma escola para preparar os funcionários”.

Sem falar em números, Martins não sabe quanto gasta para abrir uma unidade LM, mas admite que é preciso um bom investimento dada a qualidade de trabalho. “Eu tive algumas facilidades para abrir, porque é de interesse do shopping, e tenho uma parceria com a Multiplan (administradora)”. Empresas de cosméticos também se interessam pela parceria dando cadeiras e computadores, por exemplo. “Tudo tem uma ajuda das empresas. É um investimento pequeno para eles, para um bom retorno em longo prazo, por um período indeterminado”.

Quanto ao faturamento, Martins diz que trabalha com um número bom, mas, diante do momento econômico, talvez este ano tenha sido um dos piores. “Tive uma queda de 40% no número de pessoas que frequentam os salões”.

Custos. Com uma tabela de preços que vão desde um serviço de fazer pé e mão por R$ 46 até um tratamento para acelerar o crescimento do cabelo por R$ 2.958, a pergunta é: por que os serviços de salão são tão caros? Martins explica que o imposto é exorbitante, chega a 200% em alguns produtos de beleza. “Não é a mão de obra que é cara, é o produto”. Um exemplo é o spray de cabelo, que nos EUA sai por US$ 10 e, no Brasil, custa R$ 150. “Isso tem que ser repassado”.

“Não existe estratégia (para dar certo). É trabalho e trabalho sempre. Tem que ter muita paciência, trabalhamos com a vaidade de dois lados: funcionário e cliente. Tem que ser pai e padrasto.”

Máximas de LM

- Beleza. Luiz Martins diz que setor tem crise. “Eu sou um produto fútil, a cliente pode não deixar de ir, mas ela não vai como vai sempre, eu sou artigo de luxo”.

- Tributação. Martins acredita que “governo sabe que mulher gasta e taxa em cima”.

- Empreendedorismo. O empresário diz que está nadando contra a corrente abrindo mais um salão. “Mas eu tenho confiança no meu trabalho, na minha credibilidade, estou confiando nisso”.

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