Grande colcha de retalhos

Petrônio Gontijo se prepara para voltar ao ar em duas produções diferentes e com papéis distantes

iG Minas Gerais | luana borges |

Dose dupla. Petrônio diz que é um privilégio para o ator viver papéis opostos num curto espaço
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Dose dupla. Petrônio diz que é um privilégio para o ator viver papéis opostos num curto espaço

Quando se trata de criar um personagem, Petrônio Gontijo funciona quase como uma antena. Tranquilo e estudioso, o ator gosta de absorver o máximo de informações possíveis para desenvolver uma nova personalidade. Seja lendo um livro, assistindo a um filme ou simplesmente através de encontros com o elenco das produções em que atua. O que interessa, para ele, é construir um mosaico de referências.

Durante esse processo, um detalhe que o ajuda é escolher músicas para cada um dos papéis que interpreta. Foi o que ele fez com o André de “Conselho Tutelar”, especial que estreia em dezembro, e o Aarão de “Moisés e Os Dez Mandamentos”, novela bíblica da Record prevista para ir ao ar a partir de março.

Para o primeiro, Petrônio selecionou canções mais leves. “Algo mais ligado ao mundo dos mauricinhos. É um personagem muito correto, engomado e perfeito”, adianta. Para o segundo, o ator se baseou no novo álbum do rapper Criolo, “Convoque Seu Buda”. “O disco inteiro é sobre opressão. Acho que esse é o mote do Aarão, ele luta contra a opressão”, compara.

Em um intervalo de cerca de três meses, Petrônio será visto na pele de papéis completamente diferentes um do outro. Na trama de “Conselho Tutelar”, seu personagem, André, é um promotor de justiça com uma carreira em ascensão e que, à primeira vista, age dentro da lei. Mas funciona como uma espécie de antagonista de Sereno, papel de Roberto Bomtempo, ao dificultar o andamento do trabalho dele no local.

Já na novela de Vivian de Oliveira, o ator encarna o irmão de Moisés, interpretado por Guilherme Winter, um escravo hebreu que encontra no amor que sente pela esposa o único alento na vida. Para Petrônio, ter a oportunidade de viver papéis opostos na televisão em um curto espaço de tempo é um privilégio. “Acho ótimo quando isso acontece. Inclusive porque um personagem vive 3.500 anos atrás e o outro é contemporâneo”.

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