Delúbio consegue autorização da Justiça para viajar a Goiânia e SP

Ele cumpre regime aberto em Brasília, passando as noites e os fins de semana em sua casa

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Justiça suspende direito de Delúbio trabalhar
JOEDSON ALVES/AGÊNCIA ESTADO/AE
Justiça suspende direito de Delúbio trabalhar

A Justiça do Distrito Federal autorizou o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado no julgamento do mensalão, a realizar viagens a Goiânia e a São Paulo. Ele cumpre regime aberto em Brasília, passando as noites e os fins de semana em sua casa.

A decisão foi tomada na sexta-feira (21) pelo juiz da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas do Distrito Federal, Nelson Ferreira Júnior, que também liberou a viagem do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), também condenado pelo mensalão.

A autorização de Dirceu acabou suspensa neste sábado (22) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, relator dos processos de execução penal do mensalão. O Ministério Público deu parecer contrário à saída do ex-ministro da capital federal.

Com o aval do juiz, Delúbio poderá ficar fora de Brasília entre os dias 24 e 29 de novembro e 1º e 18 de dezembro. Ele argumentou que terá compromissos relativas à sua função de assessor na direção da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

No despacho, Ferreira informou aos advogados que "não serão autorizados novos pedidos de viagem a trabalho" e afirmou que a defesa deve se "atentar quanto à duração dos períodos de viagem solicitados (...) de modo a não se retirar o caráter aflitivo e pedagógico da pena em execução, mesmo porque a prisão domiciliar já constitui verdadeiro abrandamento".

O juiz determina ainda que, ao chegar ao seu destino, Delúbio terá que "apresentar-se à autoridade policial mais próxima ou responsável pela região onde se localizam os endereços indicados, de modo a viabilizar a fiscalização das condições estabelecidas para o benefício de prisão domiciliar, com a apresentação do devido comprovante de ciência das delegacias". O ex-tesoureiro foi condenado a seis anos e oito meses de prisão no julgamento do mensalão pelo crime de corrupção ativa por envolvimento no esquema de desvio de dinheiro público para compra de apoio no Congresso durante o início do governo Lula.

Ele foi preso no dia 16 de novembro de 2013, mas como trabalhou enquanto cumpria a pena no regime semiaberto conseguiu em setembro deste ano autorização para cumprir prisão domiciliar.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave