Mercado financeiro agradece especulação sobre ministérios

Boa repercussão é um sinal de aposta dos investidores no resgate da credibilidade do governo

iG Minas Gerais |

Kátia Abreu - Ministério da Agricultura. Hoje senadora pelo PMDB do Tocantins, a empresária formada em psicologia é uma das maiores pecuaristas do país. Assumiu, com a morte do marido, em 1987, fazenda no antigo norte goiano, atualmente Tocantins. Já presidiu sindicato rural, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins e a Confederação da Agricultura e Pecuária.
Alessandro Dantas/Agência Sena
Kátia Abreu - Ministério da Agricultura. Hoje senadora pelo PMDB do Tocantins, a empresária formada em psicologia é uma das maiores pecuaristas do país. Assumiu, com a morte do marido, em 1987, fazenda no antigo norte goiano, atualmente Tocantins. Já presidiu sindicato rural, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins e a Confederação da Agricultura e Pecuária.

SÃO PAULO. O principal índice da Bolsa de Valores brasileira disparou 5% ontem e fechou sua melhor semana em mais de cinco anos, diante da antecipação da notícia de que a presidente Dilma Rousseff iria anunciar Joaquim Levy como novo ministro da Fazenda e Nelson Barbosa como titular do Planejamento, além de manter Alexandre Tombini no Banco Central. O dólar voltou para a casa de R$ 2,51.

Analistas e economistas ouvidos pela reportagem disseram que essa composição traz nomes mais próximos ao mercado, e que a boa repercussão da Bolsa e do câmbio no dia é um sinal de aposta dos investidores no resgate da credibilidade do governo.

No fim do dia, o governo desistiu de anunciar os nomes dos novos ministros. Segundo fontes do governo, a presidente quer esperar a aprovação pelo Congresso da nova Lei de Diretrizes Orçamentárias, com a mudança que, na prática, elimina a meta de superávit – e assim não envolver os novos ministros nos problemas fiscais de 2014.

Só com a expectativa, o Ibovespa subiu 5,02%. Na semana, o índice teve valorização de 8,33%, melhor desempenho semanal desde o período entre 4 e 8 de maio de 2009, quando acumulou ganho de 8,68%.

“Com um time desse, vão acabar as margens de especulação de que quem manda na política econômica é a Dilma. Eles têm uma política mais ortodoxa”, diz João Pedro Brügger, analista da Leme Investimentos.

Para Brügger, Levy é um nome que está na frente de Barbosa na preferência do mercado para comandar a Fazenda, depois do nome do ex-presidente do BC Henrique Meirelles. “Barbosa tem um viés mais desenvolvimentista, por isso é bom no Planejamento”.

Veja nas fotos os nomes mais fortes para ministérios e Banco Central, ainda que não confirmados, foram bem recebidos:

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