Procurador pede que empresas sejam declaradas inidôneas

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Procurador Oliveira acredita que já existem provas significativas
Divulgacao / TCE-MT
Procurador Oliveira acredita que já existem provas significativas

Brasília. O procurador de Contas junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira requereu ontem ao tribunal a declaração de inidoneidade de oito das principais empresas de construção civil do país, em decorrência das investigações da operação Lava Jato. Na prática, a declaração impediria as empresas de licitar ou firmar contrato com órgãos públicos nos níveis federal, estadual e municipal em todo o país.

O pedido, endereçado ao ministro Augusto Sherman, responsável pelos casos no tribunal relativos à Petrobras, pretende que a estatal petroleira abra um procedimento administrativo interno, num prazo máximo de 30 dias, para declarar inidôneas as empreiteiras Queiroz Galvão, Mendes Júnior Trading Engenharia, Engevix Engenharia, Iesa Engenharia, Galvão Engenharia, Grupo Camargo Corrêa, UTC Engenharia e Grupo OAS.

A representação também solicita a recomposição aos cofres da Petrobras dos valores pagos indevidamente aos envolvidos e a repactuação dos contratos para eliminar sobrepreço e corrigir os valores contratados para preços de mercado.

Segundo o procurador, sobre as empreiteiras e seus dirigentes, há provas significativas no bojo da operação Lava Jato, que tramita em Curitiba para investigar supostos desvios de recursos da Petrobras e pagamentos a agentes públicos em troca de contratos.

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