Autores comentam o lugar da crônica nos dias de hoje

Bate-papo entre Cristovão Tezza e Luiz Henrique Pellanda é um dos destaques de hoje do evento

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

Autor. Tezza comenta sobre sua experiência com a crônica após se dedicar ao gênero por seis anos
Ana Tezza
Autor. Tezza comenta sobre sua experiência com a crônica após se dedicar ao gênero por seis anos

Entre os gêneros que mais fazem sucesso entre os leitores brasileiros, a crônica é um deles. De alcance abrangente, ela nunca sai de cena e tem como uma de suas principais marcas o tom informal que estabelece um diálogo direto com o público.

Convidado para conversar sobre sua experiência no segmento, após escrever durante seis anos para a “Gazeta do Povo”, o escritor Cristovão Tezza encontra Luiz Henrique Pellanda, hoje, no Café Literário que acontece na quarta edição da Bienal do Livro de Minas. com mediação de João Pombo Barile.

Para Tezza, uma das qualidades da crônica é a forma como ela estimula o exercício de um olhar afinado com o presente. “Escrever esse tipo de texto foi algo recente para mim, mas sem dúvida muito interessante. A crônica permitiu desenvolver um outro tipo de visão de mundo, tanto que me rendeu um livro e agora pretendo organizar outro. A ligação com os fatos do cotidiano é algo muito pertinente”, diz.

Envolvido na escrita de um novo romance, ele deixou a coluna naquele diário que agora é assumida por Luiz Henrique Pellada. “Eu gosto muito dele. É um jovem talentoso, bastante promissor, com formação em jornalismo e com talento literário, ou seja, todos os ingredientes que têm um bom cronista. Pellanda costuma sempre ser mais literário, eu acho até que ele é quase um contista da crônica, mesclando a observação jornalística com um toque literário”, afirma Tezza.

Amanhã, quando termina o evento, o destaque é o bate-papo entre Edney Silvestre e Miriam Leitão. Eles vão dialogar sobre a história século XX na literatura brasileira.

Pesquisa. Divulgada na última quarta-feira, vem repercutindo a pesquisa que mostra ser maior o volume de livros lidos pelos mineiros, cerca de 3,2, em relação à média brasileira, situada em 2,8, nos três últimos meses. De acordo com Zulmar Wernke, presidente da Câmara Mineira do Livro, organizadora da pesquisa feita em oito municípios mineiros, a cidade que obteve melhor índice foi Poços de Caldas, com 4,3, e a pior foi Patos de Minas, com 1,4.

“Isso mostra que lugares com melhor infraestrutura de livrarias e bibliotecas alcançam melhores resultados. Outro fator importante são as feiras literárias. Em Poços é realizada a Flipoços, que movimenta a cena literária no local. Isso deve ser estimulado em outros locais”, comenta Zulmar.

Agenda O quê. Bienal do Livro de Minas

Quando. Hoje e amanhã, das 10h às 22h

Onde. Expominas (av. Amazonas, 6.030, Gameleira)

Quanto. R$ 10 e R$ 5 (meia)

Quadrinhos

Daniel Werneck lança hoje, 14h, “Cripta do Shogum #1” e debate quadrinhos e terror com Danilo Beyruth e HDR.

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