Ex-senador de Rondônia diz estar à disposição da Polícia Federal

Por meio de nota, o ex-senador Expedito Júnio diz que se apresentou espontaneamente à polícia, "sem a necessidade de condução coercitiva" (quando a pessoa é obrigada a depor)

iG Minas Gerais |

O ex-senador e presidente regional do PSDB em Rondônia, Expedito Júnior, informou nesta sexta-feira (21), em nota, que prestou esclarecimentos no dia anterior na sede da Polícia Federal em Ji-Paraná, município a cerca de 400 km de Porto Velho, e que está à disposição da PF nas investigações da Operação Plateias.

Na quinta (21), o delegado da PF Arcelino Damasceno disse que Expedito não foi encontrado em sua residência, em Porto Velho. A operação apura supostas fraudes em licitações que resultaram no desvio de R$ 57 milhões só em Rondônia. Os contratos com o governo estão sendo analisados pela PF.

Expedito é o sócio majoritário de uma empresa contratada pelo governo estadual para prestar serviço de vigilância privada em escolas públicas do estado. Segundo a PF, a empresa recebeu durante o contrato R$ 50 milhões

Na nota, o ex-senador diz que se apresentou espontaneamente à PF, "sem a necessidade de condução coercitiva" (quando a pessoa é obrigada a depor).

Segundo ele, a empresa da família Segurança Rocha "ganhou a licitação para prestar serviços ao Estado mediante pregão eletrônico", que, segundo o ex-senador, é o meio mais transparente de licitação, permitindo uma "ampla concorrência entre empresas de todo o país de forma legítima e isonômica".

"Na verdade, quase a totalidade dos fornecedores de bens e serviços do Estado foram intimados a prestar esclarecimentos face os graves indícios de cobrança de propina por agentes públicos do atual governo", diz ele num trecho da nota.

Expedito Júnior defendeu a ação da Polícia Federal. "Precisamos passar Rondônia a limpo e dar um basta na corrupção que infesta no nosso Estado."

A operação

Nas primeiras horas desta quinta-feira (20) a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Plateias em nove Estados e no Distrito Federal. Quatro pessoas foram presas, 26 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e cerca de 130 pessoas acabaram conduzidas para prestar esclarecimentos, entre elas o governador reeleito Confúcio Moura (PMDB).

Expedito Júnior disputou e perdeu as eleições deste ano para Moura. Nesta quinta, o governador foi ouvido pela PF, que apura se houve desvio de dinheiro público para a campanha da reeleição de Moura.

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