Fernando Baiano nega ter relações com PMDB em depoimento

Empresário entregou-se à PF na terça-feira (18), depois de ser considerado foragido. A prisão temporária de cinco dias vence no próximo sábado (22)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

PR - LAVA JATO/PETROBRAS - POLÍTICA - O empresário Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, chega ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba(PR), onde o fará exame de corpo de delito. Ele se entregou na tarde da última terça-feira à Polícia Federal no Paraná, informou seu advogado, o criminalista Mário de Oliveira Filho. Apontado como lobista e operador do PMDB no esquema de propinas e corrupção na Petrobras, Fernando Baiano estava foragido desde sexta-feira, 14, quando policiais federais realizaram busca em sua residência, no Rio de Janeiro.

Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO - 19/11/2014
GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONT
PR - LAVA JATO/PETROBRAS - POLÍTICA - O empresário Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, chega ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba(PR), onde o fará exame de corpo de delito. Ele se entregou na tarde da última terça-feira à Polícia Federal no Paraná, informou seu advogado, o criminalista Mário de Oliveira Filho. Apontado como lobista e operador do PMDB no esquema de propinas e corrupção na Petrobras, Fernando Baiano estava foragido desde sexta-feira, 14, quando policiais federais realizaram busca em sua residência, no Rio de Janeiro. Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO - 19/11/2014

O advogado Mário Oliveira Filho, que representa o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), disse que seu cliente negou ter relações com o PMDB, em depoimento prestado nesta sexta-feira (21) à PF em Curitiba (PR). Segundo o advogado, Soares respondeu a todas as perguntas formuladas pelos delegados durante a oitiva, que durou aproximadamente duas horas. Oliveira Filho preferiu não dar mais detalhes sobre o depoimento ao deixar a Superintendência da PF.

Fernando Soares entregou-se à PF na terça-feira (18), depois de ser considerado foragido. A prisão temporária de cinco dias vence no próximo sábado (22) e caberá ao juiz federal Sério Moro, responsável pelas investigações, decidir se ele vai continuar preso.

Em depoimento de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef disse que o investigado arrecadava propina para o PMDB  por meio de contratos com a Petrobras. Em entrevista na quarta-feira (19), o advogado confirmou que o empresário tinha negócios lícitos com a Petrobras, mas negou que ele tenha qualquer ligação com o partido. Em nota, a legenda repudiou a acusação.

Em relatório enviado quarta-feira (19) pelo Banco Central ao juiz federal Sérgio Moro, a instituição informou que foram bloqueados R$ 8,5 mil na conta do empresário no Citibank e R$ 304 em outra conta, no Santander. Em entrevista na quarta-feira, o advogado Mário Oliveira Filho disse que Fernando Soares faz  "prospecção de negócios". O representante do empresário disse ainda que não há obra sem propina no país.  

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