Paulo Navarro

Bodas de prata: revista especial e festa no Clube Chalezinho na próxima quarta (26) celebram os 25 anos de carreira do colunista social

iG Minas Gerais | Bárbara França |

Trabalho - “No meu celular tem 1700 nomes, além de não sei quantos aplicativos. É uma ferramenta de trabalho, com ele estou conectado com o mundo, mas uma coisa que fiz foi tirar o plim-plim!”
Divulgação
Trabalho - “No meu celular tem 1700 nomes, além de não sei quantos aplicativos. É uma ferramenta de trabalho, com ele estou conectado com o mundo, mas uma coisa que fiz foi tirar o plim-plim!”

Conhecido pela permanente presença nos mais importantes e descolados círculos sociais, sempre com sua postura polêmica, aos 59 anos o colunista social Paulo Navarro está numa fase mais zen. Espírita e pai do pequeno João Paulo, de 4 anos, Navarro, um homem do mundo, hoje em dia aprecia muito mais estar em casa, curtir sua adega e receber os amigos. Ele acredita ter encontrado o equilíbrio sem precisar angariar tantos inimigos como no passado. Mas, claro, sem jamais perder as alfinetadas e a acidez que fizeram sua marca ao longo da carreira de 25 anos no colunismo social. Autointitulando-se um cronista da noite, o colunista do Pampulha e O TEMPO acompanhou muitas das transformações culturais e políticas pelas quais passaram Belo Horizonte e o Brasil neste quarto de século. E celebra essa trajetória com uma festa para convidados no Clube Chalezinho na próxima quarta-feira (26) e o lançamento da revista “Paulo Navarro 25 Anos”, que conta a história não só do colunista, como do desenvolvimento desse momento de intensa efervescência criativa vivido pela capital mineira. A publicação será encartada no jornal O TEMPO do próximo domingo (30). “Belo Horizonte ainda era muito nova quando comecei, não tinha uma geração propriamente formada aqui. A população era constituída, em sua maioria, por pessoas vindas do interior. Era uma terra sem glamour, sem cultura própria. A sociedade cabia dentro do Automóvel Clube, em seus bailes de ‘glamour girls’, que serviam para apresentar as moças”, lembra Navarro, sobre a realidade da capital em que cresceu desde os 6 anos de idade, quando sua família veio do Rio de Janeiro. Segundo ele, o colunismo social que se praticava refletia essa situação, trazendo textos pouco reflexivos ou críticos, apenas cobrindo de forma branda o que se passava na “society”. Foi quando uma geração propriamente belo-horizontina começou a se formar que a cidade ganhou uma cara própria, com nomes que passaram a despontar nos mais diversos âmbitos culturais. E o colunismo social não podia ficar atrás. Primórdios Formado em jornalismo pela PUC Minas em 1985, Navarro se propôs a quebrar os paradigmas do colunismo vigente. Inspirado em Zózimo Barroso do Amaral (colunista que fez história ao publicar notícias de bastidores do meio político e empresarial e até furos de reportagem no “Jornal do Brasil”), o até então jovem jornalista estava interessado em mais irreverência e em menos hipocrisia nas colunas mineiras. “Com textos curtos e apimentados, queria criticar os valores falsos, a bajulação excessiva”, comenta ele que, ao olhar para o passado, avalia sua maturidade. “Eu era muito revoltado com o poder, mas no dia em que criei minha segurança interna, mais madura, eu me aproximei mais de quem eu era. Quando eu agredia alguém, estava agredindo a mim mesmo”, confessa ele que, além de cumprir ao longo dos últimos 25 anos uma agenda cheíssima de eventos de segunda a segunda das mais diversas áreas das artes, cultura, moda, arquitetura e gastronomia, também exerceu outras atividades: foi diretor de comunicação da TV Minas e do Palácio das Artes e até dono de restaurante macrobiótico.

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