Maioridade do pioneiro de Minas

iG Minas Gerais | LAURA MEDIOLI |

HÉLVIO AVELAR
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Nasceu no dia 21 de novembro de 1996, portanto há 18 anos. Mas sua história começou bem antes, com a criação da Sempre Editora e a aquisição de dois semanários: em Betim, no ano de 1989, e o “Pampulha”, em 1995. A semente já estava plantada. Vestido de modernidade e um quê de irreverência, o jornal O TEMPO, como todo jovem idealista, entrou revolucionando a imprensa mineira.  Quis abraçar o mundo e abraçou. As ruas, os bairros, a cidade, o Estado, o país, o mundo inteiro! De tudo ele dava notícias e continua dando, sempre de maneira isenta e profissional. Saiu na vanguarda, inovou, coloriu todas as suas páginas (quando isso não era o usual), digitalizou suas fotos, quando as máquinas digitais eram pouco conhecidas, lançou cadernos como o Fim de Semana e o Engenho e Arte e criou páginas temáticas como Blequitude, GLS, Esotérico, entre outras. E ganhou prêmios por isso, pela ousadia e pela coragem de quebrar tabus. Criado com base em várias pesquisas e estudos, O TEMPO não nasceu por acaso. Nasceu pela constatação de que Minas comportaria mais um veículo, já que na época mais de 50% das vendas de jornais impressos eram de fora. Como diria Herval Braz, responsável pela implantação do projeto, seria como imaginar “O Globo” vendendo mais em São Paulo que no Rio. Alguma coisa estava errada... Ficou claro desde o início que O TEMPO seria um jornal diferente e que teria um futuro promissor. Por isso, foi feito um grande investimento em tecnologia, qualidade gráfica, mas, principalmente, na qualidade editorial. Uma publicação independente, aberta a opiniões contrárias, dando-lhes o mesmo espaço, pautada pela ética e pela imparcialidade, cuja proposta é apurar e reportar a informação exata, de modo apartidário e crítico, pois um jornal que não tem isenção está fadado a diminuir a credibilidade e os leitores. Dezoito anos apenas... E tantas metas alcançadas. Anos que passaram rápido, marcados por grandes desafios e realizações. Um jornal completo que caiu no gosto do leitor, com os melhores articulistas e colunistas do país, como Dora Kramer, Míriam Leitão, Arnaldo Jabor, Leonardo Boff, Acílio Lara Resende, Murillo de Aragão, Gaudêncio Torquato, Elio Gaspari, Sandra Starling, Márcio Garcia Vilela, Sylo Costa, Paula Pimenta, Sebastião Nunes, Luiz Tito, Fátima de Oliveira, Raquel Faria, Paulo Navarro, padre Marcelo, Tostão, Chico Maia, Trigueirinho, Vittorio Medioli, entre outros. Um quadro de primeiríssimo time que vem fazendo a diferença. Nasceu numa rotativa pequena e condensada que rodava 30 mil jornais por hora. Depois, no ano de 2003, devido à demanda, principalmente com a vinda de seu irmão caçula, “Super Notícia”, começou a ser rodado numa Manugraph com capacidade para imprimir 45 mil exemplares por hora, chegando, em 2006, a 90 mil. Hoje, com seu progressivo crescimento, além de “Super”, “Pampulha” e da enorme demanda de jornais de terceiros (mais de 300 títulos rodados na editora), O TEMPO é impresso numa rotativa cuja capacidade chega a 140 mil exemplares por hora. Uma máquina para altíssimas produções e de ótima qualidade. Em 1996, contava com apenas 538 pontos de venda, cem dias depois, passou para mil pontos e circulava em 40 cidades. Atualmente, assim feito o “Super”, circula em 440 municípios de Minas, com mais de 5.000 pontos de venda. E não para de crescer. Lembro-me como se fosse hoje daquela madrugada de 21 de novembro. O jornal estava pronto para sair, faltando apenas o fechamento com as notícias esportivas, pois no Mineirão a bola ainda rolava. A ansiedade era grande, e quando, finalmente, tarde da noite, Vittorio ligou a rotativa para o surgimento do número 1, pudemos comemorar. A pizza encomendada de última hora na redação com champanhe em copos descartáveis foi motivo de chacota entre os concorrentes. Não tínhamos ainda motivo para grandes festas, bufês e tacinhas de cristal. Havia muito chão pela frente, muitas lutas, conquistas, prioridades... Hoje, quando O TEMPO  completa 18 anos, gostaria de agradecer e fazer um brinde aos leitores, muitos dos quais nos acompanham desde o início. Ao Vittorio Medioli, meu marido, fundador e idealizador dos jornais, que, com obstinação, competência e espírito empreendedor, mudou a história da imprensa de Minas. Agradecer aos milhares de profissionais e colaboradores que nesses 18 anos passaram pela redação, pelo parque gráfico, pela circulação e por muitos outros setores. Agradecer aos profissionais que fizeram e fazem do “Super Notícia” o jornal impresso mais vendido do Brasil, com a média de 300 mil exemplares ao dia, e do jornal O TEMPO, atualmente, o quality paper mais vendido em Minas Gerais.

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