Empresa mineira usa DNA para punir fraude em peixes

Análise genética permitiu ao Procon multar responsáveis

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |

Minas. Marcela Drumond, da Myleus, acha que pode ser a primeira experiência do tipo no mundo
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Minas. Marcela Drumond, da Myleus, acha que pode ser a primeira experiência do tipo no mundo

Pela primeira vez no país, a identificação por DNA permitiu a punição de fraudes no comércio de alimentos. Por trás do sucesso, está a start-up mineira Myleus Biotecnologia. Neste ano a empresa foi contratada pela secretaria de Pesca e Maricultura do município de Florianópolis e pelo Procon da cidade para identificar, através de um teste de DNA, se os peixes vendidos na capital catarinense eram exatamente os identificados nas embalagens. Entre as 30 coletas feitas na operação “DNA do pescado”, 24% estavam adulteradas.  

Eram escamudos do Alasca sendo vendidos como congrio rosa; panga comercializado como linguado, e peixe donzela transformado em bacalhau do Porto. As amostras foram colhidas em janeiro e abril de 2014. “Com a operação, pudemos autuar e multar empresas envolvidas”, afirma Bruna Mafiolete, gerente de consumidor do Procon de Florianópolis.

“Como foi uma ação pioneira no Brasil, resolvemos produzir um artigo”, explica Marcela Gonçalves Drummond, presidente da Myleus. Ela se refere ao “paper” que foi publicado pela revista científica inglesa “Food Control”. “O retorno que tivemos dos editores foi que eles não sabiam de nenhum projeto desse tipo. Não posso afirmar categoricamente, mas existe a possibilidade de ser a primeira experiência dessa natureza no mundo”, declara.

Outra parceria, entre a Myleus e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), analisou 290 amostras de fitoterápicos vendidos em Minas Gerais e identificou 48% de fraude nesses produtos.

Carne de boi

Próximo Projeto. A Myleus vai analisar carne processada, como hamburguer, nuggets e congelados. O objetivo é descobrir se a carne usada é de boi ou de outros animais, como cavalo ou cachorro.

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