Polícia japonesa prende ‘viúva negra’ após 7 mortes

Outros seis homens que se relacionaram com ela em 20 anos também faleceram

iG Minas Gerais |

Inocente. Chisako Kakehi disse que não está envolvida nas mortes
Kyodo News/AP
Inocente. Chisako Kakehi disse que não está envolvida nas mortes

Kyoto, Japão. Chisako Kakehi, 67, poderia ser apenas mais uma daquelas delicadas e gentis senhoras japonesas acima de qualquer suspeita se não fosse um detalhe: ela é acusada de matar o marido de 75 anos em dezembro do ano passado.

Presa nessa quarta, a mulher vem sendo chamada pelas autoridades policiais e pela imprensa local pelo apelido de “viúva negra” – uma referência a uma espécie de aranha cujo parceiro geralmente morre após o acasalamento. Nos últimos 20 anos, outros seis homens que se mantiveram um relacionamento com Chisako também morreram.

Nesta quinta, a polícia inspecionou a casa de acusada em Kyoto e um apartamento dela em Osaka buscando traços de veneno. Investigadores confiscaram cápsulas e pastilhas usadas para embalar medicamento em pó, assim como livros sobre drogas.

Ela negou que esteja envolvida nas mortes.

Chisako foi presa após a polícia encontrar traços de cianeto no corpo de seu marido de 75 anos, de acordo com a imprensa local. Eles haviam se casado um mês antes de sua morte, em dezembro de 2013.

Casamentos. Segundo as investigações, a mulher já havia se casado três vezes antes e tido relacionamento com outros três homens nos últimos 20 anos – todos morreram poucos anos após o início dos relacionamentos.

A mídia local informou que a mulher pode ter matado seus parceiros em busca de herança e dinheiro de seguros de vida. Chisako foi a beneficiária de um total de US$ 6,8 milhões nas últimas duas décadas – valores vindos de seguros e outros bens que ela recebeu após a morte dos homens.

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