Corações partidos nas telonas

Cinco filmes para serem assistidos quando se está com dor de cotovelo

iG Minas Gerais | natália oliveira |

fox/divulgação
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Há quem chore, quem queira sair para dançar e extravasar, quem passe vários dias triste e quem acredite que só o tempo pode curar a dor. Não importa a forma como o sofrimento vem: o fato é que, em algum momento da vida, todos vão sofrer com dor de cotovelo. Sem escolher classe social, etnia ou idade, os corações partidos estão por toda parte e como cada um reage de uma maneira, os remédios para curar a dor de um amor perdido também são vários. Um deles é se afogar em cultura. Para isso, existem diversos filmes que retratam o relacionamento de variados casais - ou o fim deles.

Com uma pitada de comédia ou permeado por drama, cada um dos roteiros tenta mostrar ao espectador dos longas-metragens que existem várias maneiras de minimizar as dores do coração partido. Alguns dos filmes preferem estampar as feridas da perda do amor e só depois motivá-lo a dar a volta por cima. Um deles é o “500 Dias Com Ela” (2009), que, logo em seu início, nos diz que aquele não será um filme sobre o amor e sim uma história sobre o fim de um relacionamento. Nele, todas as feridas de Tom são expostas e se acompanha o processo de recuperação do personagem ao longo da trama. Já em “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” (2004), os personagens tentam, literalmente, apagar o relacionamento da memória.

Um pouco mais otimistas, outros filmes buscam ensinar como lidar e superar a dor de cotovelo. Em “Ele Não Está Tão Afim de Você” (2009), os personagens passam por diversas situações conturbadas no início de alguns relacionamentos e em outros, já consolidados. A obra dá uma série de dicas e lições para o público. Já o argentino “Medianeras” (2011) mostra as variadas facetas e desafios dos romances no século 21, com as distâncias criadas entre as pessoas nas grandes cidades. Já “Mesmo Se Nada Der Certo” (2013) é o mais otimista de todos eles: mesmo que dê tudo errado com o amor, é possível ainda encontrar várias alegrias na vida.

Todos os longa-metragens conseguem passar uma mensagem de que, mesmo com todos os problemas no relacionamento e ainda que o coração esteja partido, as coisas podem dar certo numa relação. Aliás, as expectativas positivas e as reviravoltas expostas nas telas podem ajudar os espectadores da trama, segundo afirma a psicóloga Ana Elizabeth Gomes. De acordo com ela, a reação vai depender de quem assiste. “Geralmente esses filmes mostram a tragédia amorosa de forma cômica, o que pode ajudar a arrancar um sorriso de quem os assiste. Algumas das lições dadas pelos filmes podem ser um ponto de partida para que a pessoa comece a sair da fossa, mas claro que isso não é uma regra e vai variar bastante”, explica.

Ainda segundo a especialista, o ideal é que as pessoas sofram o tempo que precisarem, mas sem deixar com que o sentimento de tristeza tome conta da pessoa. “Quem sofre por amor pode se identificar com várias situações dos filmes, já que essas dores geralmente se repetem. Assim elas percebem que o problema não é só com elas, que acontece com todo mundo, o que pode ser reconfortante”, conclui a psicóloga.

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