Ministério muda regra para divulgação do preço teto de leilão

Medida do governo é vista como mais uma manobra para tentar tornar o leilão atrativo para as usinas geradoras

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Por meio de uma publicação no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (20), o Ministério de Minas e Energia mudou as regras para a divulgação do preço teto do próximo leilão do setor elétrico, reduzindo ainda mais esse prazo.

É o valor máximo de contratação de um leilão que norteia o interesse dos investidores em participar do processo.

Por decisão do governo, o prazo para anúncio desses valores foi encolhido de 15 para cinco dias. Fazendo com que as empresas participantes tenham tempo bastante reduzido para avaliar as vantagens de concorrer no pregão.

A mudança, segundo a Folha de S.Paulo apurou com investidores do setor, serve para dar tempo à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de publicar uma decisão que diminuirá o custo da energia no mercado livre, passando do teto de R$ 822 para R$ 388.

Quando a agência aprovar essa mudança, as empresas de geração, que poderiam lucrar alto com a venda de energia no mercado livre no próximo ano, poderão reconsiderar sua participação no leilão. Ainda que o preço teto definido seja mais baixo que R$ 388, as vencedoras terão contratos de fornecimento garantidos de três a cinco anos.

A medida do governo, portanto, é vista como mais uma manobra para tentar tornar o leilão atrativo para as usinas geradoras, diminuindo o risco de participações tímidas das usinas ou de um eventual fracasso do pregão. A decisão do Ministério de Minas e Energia foi publicada sem justificativas.

Leilão

O leilão ocorrerá no dia 5 de dezembro e está sendo aguardado com ansiedade pelo setor. É por meio dele que as empresas contratarão parte da energia que precisam para atender a demanda de seus consumidores.

Se as distribuidoras não conseguirem contratar quantidade suficiente, essas empresas terão, como neste ano, de recorrer ao mercado de curto prazo, mais caro.

Grande parte do endividamento das distribuidoras de energia neste ano se deu, justamente, pela necessidade dessas empresas em recorrer ao mercado livre mensalmente. Todas as usinas contratadas em leilão terão de entregar sua energia a partir de 1º de janeiro.

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