Firma de lobista tem R$ 71 mi em contratos com a Petrobras, diz jornal

Empresa fechou primeiro negócio com a estatal em 2007; companhia tem sede no Rio de Janeiro e filiais no Espírito Santo e na Bahia

iG Minas Gerais | Da Redação |

PR - LAVA JATO/PETROBRAS - POLÍTICA - O empresário Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, chega ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba(PR), onde o fará exame de corpo de delito. Ele se entregou na tarde da última terça-feira à Polícia Federal no Paraná, informou seu advogado, o criminalista Mário de Oliveira Filho. Apontado como lobista e operador do PMDB no esquema de propinas e corrupção na Petrobras, Fernando Baiano estava foragido desde sexta-feira, 14, quando policiais federais realizaram busca em sua residência, no Rio de Janeiro.

Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO - 19/11/2014
GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONT
PR - LAVA JATO/PETROBRAS - POLÍTICA - O empresário Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, chega ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba(PR), onde o fará exame de corpo de delito. Ele se entregou na tarde da última terça-feira à Polícia Federal no Paraná, informou seu advogado, o criminalista Mário de Oliveira Filho. Apontado como lobista e operador do PMDB no esquema de propinas e corrupção na Petrobras, Fernando Baiano estava foragido desde sexta-feira, 14, quando policiais federais realizaram busca em sua residência, no Rio de Janeiro. Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO - 19/11/2014

Uma empresa, onde um dos sócios é o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, tem contratos de R$ 71,2 milhões com a Petrobras, segundo a "Folha de S.Paulo"Soares. Soares se entregou à Polícia Federal em Curitiba nessa terça-feira (18).

O lobista é apontado como a ligação entre os desvios da estatal investigados pela Operação Lava Jato, que apura fraudes em licitações e propina a políticos, e o PMDB. O partido, por sua vez, nega qualquer relação com Soares.

Um dos delatores da operação, o empresário Julio Camargo, do grupo Toyo Setal, disse que Soares recebeu propina de US$ 8 milhões para que a empresa dele conseguisse realizar contrato de sondas com a Petrobras. Isso porque a empresa do lobista, a Petroenge Petróleo e Engenharia, presta serviços de manutenção e de apoio para as plataformas marítimas de extração de petróleo da estatal.

A empresa de Soares tem sede no Rio de Janeiro e tem quatro filiais no Espírito Santo e na Bahia. Em 2007, a companhia fechou o primeiro negócio com a Petrobras. Foram 86 contratos, num total de R$ 131,6 milhões, segundo dados disponibilizados no site da estatal.

Soares está detido na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e deve prestar depoimento nesta sexta-feira (21). 

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