Policiais civis participam de reconstituição de morte de investigador

Para o delegado responsável pelo caso, inquérito já foi encerrado e encaminhado à Justiça; os dois suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado e outros crimes

iG Minas Gerais | José Augusto Alves |

Reconstituição demorou quase quatro horas
Alex Douglas
Reconstituição demorou quase quatro horas

A Corregedoria da Polícia Civil realizou nessa quarta-feira (19) a reconstituição do crime que resultou na morte do investigador da Delegacia de Polícia Civil do 1º Distrito de Betim Clenir da Silva Freitas. Ele foi assassinado durante uma operação que tinha como objetivo interceptar um carregamento de drogas que chegaria à cidade, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte. O crime aconteceu no dia 25 de setembro, no bairro Capelinha. 

Participaram da reconstituição os investigadores da Delegacia de Homicídios de Betim, Lucas Menezes e Luno Eustáquio Campos, apontados pela polícia como os supostos autores dos disparos. A remontagem foi liderada pelo delegado responsável pelo caso, Reinaldo Lima, da corregedoria. O pedido da reconstituição partiu da defesa dos policiais suspeitos do assassinato.

Os dois suspeitos estavam em carros separados. Menezes foi o primeiro a fazer a reconstituição. De acordo com a cena, ele é quem estava dirigindo o Stilo amarelo, carro descaracterizado da Delegacia de Homicídios, onde trabalhava. Durante a ação, os peritos, várias vezes, fizeram o trajeto do carro dos suspeitos. Só na parte de Menezes, eles gastaram mais de uma hora.

Após isso, quem participou da reconstituição foi Luno Eustáquio, que estava no banco do carona. Em seguida, participaram os policiais da 1ª DP, que estavam em uma Kombi. Ao todo, os trabalhos duraram quase quatro horas.

Segundo o delegado Reinaldo Lima, a reconstituição foi importante para a fase processual, mas não mudará o resultado das investigações. “O inquérito, inclusive, já foi encerrado e encaminhado à Justiça para dar prosseguimento ao caso. Os depoimentos apresentados durante o inquérito estão de acordo com o que foi feito na reconstituição”.

Ainda segundo ele, os dois policiais suspeitos foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio e por prática de recebimento de propina.

Versão

O advogado de defesa dos suspeitos, Ramon dos Santos, discorda. “Os relatos são conflitantes. Por isso pedimos a reconstituição”, disse. Na época, os dois suspeitos alegaram que teriam confundido o investigador que morreu com bandidos. Eles continuam presos, já que o habeas corpus foi negado. 

Relembre o caso

No dia 25 de setembro, Clenir Freitas da Silva, 45, foi morto durante operação que tinha como objetivo interceptar um carregamento de drogas que chegaria em Betim.

Durante a abordagem a um veículo, a vítima e o delegado que o acompanhava teriam sido reconhecidos pelos policiais civis Luno e Menezes.

Houve troca de tiros e Silva foi baleado. A vítima chegou a ser socorrida ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.  

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