Viçosa diz não a mineroduto

Cidade teme viver o mesmo caos social e ambiental provocado pelo Minas-Rio, da Anglo American

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |


Impactos.

 Mineroduto da Anglo provocou problemas como a extinção de nascentes, justamente o que Viçosa quer evitar
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Impactos. Mineroduto da Anglo provocou problemas como a extinção de nascentes, justamente o que Viçosa quer evitar

A prefeitura de Viçosa, na Zona da Mata, revogou todos os atos administrativos que autorizavam ou davam parecer favorável à passagem do mineroduto da Ferrous pelo município. No decreto, o prefeito Ângelo Chequer alega que o empreendimento causará “inúmeras interferências” ao meio ambiente, com destaque para o prejuízo aos mananciais.  

O posicionamento da prefeitura é considerado uma vitória pela Campanha Pelas Águas e Contra o Mineroduto da Ferrous, que luta contra o empreendimento. O coordenador do movimento, Luiz Paulo Guimarães, explica que o mineroduto vai impactar 30 nascentes ou mananciais do ribeirão São Bartolomeu, que abastece 50% da cidade e 100% da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Também vai impactar o rio Turvo Limpo, que é a alternativa de expansão do sistema de abastecimento da cidade. Viçosa vive uma severa crise de abastecimento desde fevereiro e vive racionamento há cerca de 40 dias.

Guimarães diz que a população teme que aconteça na cidade o que aconteceu nos municípios onde a Anglo American implantou o projeto Minas-Rio. Conforme O TEMPO mostrou em março, o empreendimento deixou um rastro de danos sociais e ambientais. “Quando vimos o impacto do mineroduto da Anglo, entendemos o que pode acontecer no nosso município. Isso nós não queremos”, diz.

Projeto

Licença. O projeto da Ferrous já tem Licença Prévia. O mineroduto vai passar por 22 municípios, de Minas Gerais até o Espírito Santo.

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