Belo Horizonte tem o menor índice de desemprego do país

Taxa é de 3,5% na capital mineira e de 4,7% no Brasil

iG Minas Gerais | Queila Ariadne |

Belo Horizonte registrou o menor desemprego entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, com uma taxa de 3,5% em outubro, a capital mineira registrou o índice mais baixo para um mês de outubro. Ainda assim, ficou melhor do que a média do país, que registrou 4,7% de desocupação, também a pior para o mês, desde que o estudo começou a ser feito pelo IBGE.  

Em outubro do ano passado, o desemprego era maior. O índice era de 4,1% em Belo Horizonte e de 5,2% no Brasil. O mesmo aconteceu em relação a setembro, quando as taxas eram de 3,8% para Belo Horizonte e de 4,9% para o país.

De acordo com o IBGE, embora o mercado de trabalho tenha registrado aumento na ocupação na passagem de setembro para outubro, houve recuo no número de empregados com e sem carteira assinada. O que aumentou foi o número de trabalhadores por conta própria. O total de trabalhadores formais recuou 0,3% em outubro ante setembro, o equivalente a 33 mil vagas a menos com carteira de trabalho assinada no país.

Ao mesmo tempo, os empregados informais, que não possuem carteira, diminuíram 1,9%, o equivalente a 40 mil pessoas. Já o contingente que trabalha por conta própria aumentou 3%, 128 mil trabalhadores a mais no período. “Só na retrospectiva (da pesquisa) vamos ter um cruzamento para o grupo por conta própria de acordo com o grupamento em que se insere e a escolaridade. O que a gente percebe agora é que ele está acelerando”, observou a técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

Os trabalhadores por conta própria incluem atividades como camelô e autônomos. “O que a gente pode observar é um crescimento importante desse tipo de vínculo, que é o conta própria, uma redução dos sem carteira, e a estabilidade do emprego com carteira”, disse Adriana.

Em relação a outubro de 2013, embora o desemprego tenha recuado, o emprego com carteira teve queda de 1,5%. Já o trabalho por conta própria cresceu 6,1%.

Rendimento é recorde A renda média do trabalhador brasileiro alcançou patamar recorde em outubro, aos R$ 2.122,10, o maior nível da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Na comparação com outubro do ano passado, o crescimento foi de 4%. Os setores com maiores ganhos foram indústria e serviços. Em Belo Horizonte, a renda foi de R$ 2.045, crescimento de 3,2% em relação a outubro do ano passado.

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