Família cobra investigação de morte de paciente

Mulher de 47 anos passou mal dentro de consultório após receber anestesia para extrair um dente

iG Minas Gerais | Evandro Teles / Johnatan Castro |

Segundo CRO-MG, consultório e profissional tinham situação regular
FOTO: NELSON BATISTA / O TEMPO
Segundo CRO-MG, consultório e profissional tinham situação regular

A morte de uma mulher durante um procedimento odontológico em Betim, na região metropolitana, resultou em um conflito entre os parentes da vítima e a dentista que fazia o atendimento. Maria Deuzeni de Souza, 47, passou mal após receber uma anestesia para extrair um dente.

“Ela tem problema de pressão alta e de coração. A dentista sabia disso, pois ela já tinha avisado que tinha pressão alta”, afirmou o marido da vítima, Genésio Amaro de Souza, 46.

“Queremos saber mais sobre o que aconteceu, que se apurem responsabilidades, se houve negligência por parte da dentista”, completou uma cunhada, que pediu para não ser identificada.

A dentista afirmou à Polícia Militar (PM) que não sabia dos problemas de saúde da mulher. Após Maria parar de respirar, sentada na cadeira da dentista, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas a vítima não resistiu e morreu.

Conselho. Apesar de a dentista ter afirmado aos militares que não sabia dos problemas da vítima, o presidente do Conselho Regional de Odontologia de Minas (CRO-MG), Luciano Eloi Santos, afirma que todas as informações sobre o quadro de saúde dos pacientes devem ser levantados em uma entrevista prévia.

No entanto, ele destaca que a entidade só poderá se posicionar após a conclusão da perícia da Polícia Civil, que indicará a causa da morte e itens como o tipo de anestésico e a quantidade utilizados.

“O dentista faz aferição da pressão arterial, mas tudo isso vai depender de cada caso. Em uma intervenção em paciente com cardiopatia mais grave, pedem-se risco cirúrgico e autorização do médico que o acompanha”, disse, ressaltando que esse tipo de caso costuma ser raro. “Qualquer paciente portador de lesão cardiovascular está passível de ter qualquer problema durante um ato operatório médico ou odontológico, e no seu cotidiano”, conlui Santos.

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