Capital vai ter mais 432 táxis

Frota de Belo Horizonte vai passar de 6.560 para 6.992 veículos após decreto da prefeitura

iG Minas Gerais | Johnatan Castro |

Prazo. Ainda não há previsão de quando os novos veículos vão estar nas ruas reforçando a frota
PEDRO GONTIJO / O TEMPO
Prazo. Ainda não há previsão de quando os novos veículos vão estar nas ruas reforçando a frota

A frota de táxi de Belo Horizonte ganhará um incremento de 432 novos veículos. A ampliação foi anunciada nesta quarta, por meio de um decreto publicado no “Diário Oficial do Município” (DOM). De acordo com a decisão, todas as novas permissões serão entregues a pessoas físicas classificadas no último processo de licitação, realizado pela Empresa de Transportes e Trânsito da capital (BHTrans) em 2012, e que aguardavam na lista de excedentes da concorrência.

Por meio de sua assessoria, a BHTrans informou que o número de táxis subirá dos atuais 6.560 para 6.992. O aumento se dará na modalidade de permissões destinadas a pessoas físicas, que passará de 1.068 para 1.500. Já as 432 concessões atualmente voltadas para pessoas jurídicas não terão alterações. O número de táxis para portadores de necessidades especiais também será mantido em 60. A convocação dos novos taxistas deverá seguir cronograma definido pela BHTrans, mas a assessoria da autarquia não informou quando os novos carros deverão chegar às ruas. Cada permissionário terá que pagar uma taxa de R$ 5.000. O presidente do Sindicato dos Taxistas de Belo Horizonte e região (Sincavir), Ricardo Faedda, explicou que o critério mais comum em grandes cidades é de um táxi para cada 500 pessoas. Com a ampliação, a capital terá um veículo para pouco mais de 356 habitantes. “O número veio atender uma demanda da sociedade. Mas também vemos a necessidade da mobilidade urbana”, disse. Apesar da média informada pelo sindicato, passageiros reclamam da dificuldade de conseguir uma corrida em determinados horários e regiões de Belo Horizonte. A jornalista Nadieli Sathler, 30, mora na Pampulha e perdeu um ônibus nessa terça porque não conseguiu um táxi a tempo de chegar na rodoviária. “Liguei e pedi em uma cooperativa. Mas a moça ligou de volta falando que não tinha carro disponível na minha região”, relatou.

Entenda o imbróglio Imbróglio. A polêmica envolvendo as permissões de táxis da capital começou em outubro de 2001, quando o MPMG ajuizou ação exigindo a realização de licitação das permissões não submetidas previamente à concorrência. Licitações. Após diversos capítulos na Justiça, em junho de 2012, foi feita a licitação para pessoas físicas para atingir um total de 6.500 táxis na capital. Em dezembro de 2012, foi publicada nova concorrência para 432 permissões de pessoa jurídica, antes de chamar os classificados da licitação anterior. O processo foi anulado. Oferta. Em março deste ano, o MPMG afirmou que a BHTrans deveria convocar os taxistas classificados na licitação de 2012 até atingir os 6.500 veículos. A autarquia afirma que superou a meta e que, hoje, possui 6.560 táxis. Os profissionais começaram a ser chamados em março de 2013. 

Sem solução para aplicativo Quase dois meses após O TEMPO mostrar a atuação do aplicativo Uber, que revoltou o Sindicato dos Taxistas de Belo Horizonte por fazer o intermédio entre motoristas particulares e clientes, a categoria afirma que nenhuma providência foi tomada. Procurada, a BHTrans não comentou caso. Já a empresa Uber informou que “não é proprietária de nenhum veículo e não emprega motoristas”.

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