Presidente da Colômbia diz que quer retomar negociações com as Farc

Diálogos, que acontecem há dois anos em Havana (Cuba), foram interrompidos pelo governo colombiano no domingo após a guerrilha ter sequestrado um general

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |


Alzate foi sequestrado em Chocó
AP
Alzate foi sequestrado em Chocó

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou nesta quarta-feira (19) que quer continuar as negociações de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Os diálogos, que acontecem há dois anos em Havana (Cuba), foram interrompidos pelo governo colombiano no domingo após a guerrilha ter sequestrado um general em uma zona rural no noroeste da Colômbia.

"Queremos continuar as negociações para acabar com esta guerra que faz sangrar todos os colombianos", disse Santos. Além do general Rubén Darío Alzate, o militar de mais alta patente já capturado pelas Farc, foram também sequestrados um soldado e uma advogada que os acompanhava.

"Precisamos depor as armas e acabar com a violência. E este conflito armado, precisamos acabar com ele. Assim, espero que este impasse que surgiu em Havana se resolva rapidamente", afirmou o presidente em um ato na cidade de Ataco, no departamento de Tolima.

Santos pediu o apoio de Cuba e da Noruega, garantidores das conversações, para resolver a situação. Em Cuba, os negociadores que representam as Farc disseram que não podem ordenar a libertação do general, pois essa é uma decisão que cabe ao comando da guerrilha na Colômbia.

Anteriormente, eles haviam dito que a decisão de libertar ou não os sequestrados seria tomada pelos rebeldes do chamado bloco Ivan Rios, que fizeram as capturas.

Nesta quarta, porém, os membros das Farc em Havana disseram que a decisão está a cargo dos sete membros do grupo liderado por Rodrigo Londoño, também conhecido por Timoleon Jimenez ou Timochenko.

"Nós não somos os únicos a poder dar essa ordem. O secretariado das Farc, por meio de seu comandante, assumirá este assunto", afirmou o negociador Ivan Marquez a jornalistas. A guerra contra as Farc, que já dura 50 anos, já deixou mais de 200 mil mortos na Colômbia.

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