'Não acredito que ficou com mulher casada', diz amiga de Dj Paulinho

Uma das hipóteses é que o crime tenha sido passional; jovem teria sido visto conversando com a mulher de um traficante, que teria se vingado do artista

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Tatuagem com o bordão
Arquivo pessoal
Tatuagem com o bordão "Vai Paulin"

Dois dias após o assassinato de Dj Paulinho, uma amiga e fã do artista não acredita que o crime tenha sido passional. Em entrevista a O TEMPO, nesta quarta-feira (19), a jovem de 21 anos, que tatuou o bordão “Vai Paulin” no antebraço, afirmou que a vítima não seria capaz de se envolver com mulher casada.

Há quase dois anos, Pâmela Lorrayne dos Santos foi em uma casa noturna de Belo Horizonte e viu a apresentação de Paulinho. “Percebi logo que ele era uma ótima pessoa e tinha muito carinho com os fãs. Em três meses, para homenageá-lo, resolvi fazer a tatuagem”, contou.

A jovem acompanhava quase todas as apresentações do artista, matinha contato com a mulher dele e chegou a frequentar a sua casa. Como forma de agradecimento pelo carinho, no último aniversário de Pâmela, em setembro, o Dj preparou uma surpresa para ela.

“O Paulinho me ligou e disse que era para eu ir assisti-lo em uma casa noturna. Na boate, ele me chamou no palco e me presenteou com um bolo. Nem acreditei que ele estava fazendo aquilo”, contou emocionada.

Quanto aos boatos que a execução pode estar relacionada a um encontro do jovem com a mulher de um traficante em um bar de Belo Horizonte, Pâmela disse que Paulinho era bem tranquilo e, provavelmente, não teria um relacionamento extraconjugal. “Paulinho sempre foi 'na dele'. Era educado com todo mundo, mas acho que isso de outra mulher não procede”, destacou.

Mesmo com a morte do artista, a jovem pretende manter a página que criou para ele no Facebook e conta com mais de seis mil “curtidas”. “Nunca vou esquecê-lo. Ele foi muito importante na minha vida. Espero que a justiça seja feita e os culpados sejam punidos”, finalizou.

O crime

Dj Paulinho foi executado com noves tiros na noite da última segunda-feira (17) no bairro Santa Mônica, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Sua companheira informou à polícia que o crime aconteceu no momento que o jovem descarregava uma mercadoria de uma caminhonete Hillux preta.

Os suspeitos teriam passado de moto, reconheceram o artista e, sem dizer nada, o garupeiro começou a atirar.

Após ser atingindo pelos primeiros tiros, Paulinho caiu no chão. Não satisfeito, o garupeiro ainda desceu do veículo e disparou outras vezes.

Paulinho foi atingido por seis balas na cabeça, uma na nuca, uma nas costas e uma no ombro direito. Ele morreu antes da chegada do socorro médico.

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