PM do Rio desocupa prédios invadidos do Minha Casa, Minha Vida

Segundo o porta-voz da PM, coronel Cláudio Costa, as equipes acompanham os oficiais de justiça que já começaram a notificar os invasores nos 11 prédios do espaço

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Pelo menos 300 policiais militares, bombeiros e guardas municipais participam da desocupação do condomínio Residencial Guadalupe, conjunto que integra o programa Minha Casa, Minha Vida, na zona norte do Rio, na manhã desta quarta-feira (19). Segundo o porta-voz da PM, coronel Cláudio Costa, as equipes acompanham os oficiais de justiça que já começaram a notificar os invasores nos 11 prédios do espaço -por volta das 8h45.

Mais cedo, às 5h, a polícia cercou o condomínio e parte das favelas do Chapadão e Gogó da Ema, situadas na região. Participam da operação policiais do Comando de Operações Especiais (COE) da PM com homens do Bope, Choque e Batalhão de Ações com Cães. As equipes contam ainda com agentes do 41º Batalhão de Irajá, carros blindados [caveirões] e um helicóptero de apoio.

Conforme exigência da Justiça, equipes do Corpo de Bombeiros com ambulâncias, representantes das secretarias municipais de Habitação e Serviço Social, além de caminhões da Caixa Econômica também estão no local. Os pertences dos invasores serão levados para um depósito da prefeitura -que não teve o endereço divulgado. A polícia não disse se os ocupantes retirados do conjunto serão levados para abrigos.

A principal via de acesso ao condomínio, na rua Fernando Lobo, foi interditada pela CET-Rio. Toda ação policial é acompanhada em tempo real do Centro de Comando e Controle da PM, na região central do Rio.

A PM afirma que os invasores estão avisados sobre a desocupação do conjunto desde a semana passada, mas ocupantes ouvidos pela reportagem disseram que só souberam da operação da polícia através da imprensa.

"A gente só quer um lugar pra morar. Não sei pra onde vou quando sair daqui porque já ocuparam o barraco onde eu morava antes", lamentou Ingrid da Silva, 19, uma das invasoras.

Nesta manhã, o clima é de aparente tranquilidade na região ocupada pela polícia no entorno do condomínio -construído no centro da favela do Chapadão. Nos outros dias, era possível ver traficantes armados com fuzis circulando em lajes de casas. Há ainda barricadas de concreto levantadas pelo tráfico de drogas em ruas transversais ao conjunto.