Ponto de Partida faz única apresentação de “Par” em BH

Espetáculo de 2012 se propõe a mostrar vários pares: românticos, separados, movidos pelos ciúmes, etc.

iG Minas Gerais | gustavo rocha |


Peça compõe trajetória musical brasileira com canções clássicas
Guto Muniz
Peça compõe trajetória musical brasileira com canções clássicas

Um encontro do público consigo mesmo é o que pretende promover o espetáculo “Par”, do grupo Ponto de Partida, que faz única apresentação, hoje, no Cine Theatro Brasil. “Uma coisa muito bonita de ver é que as pessoas conseguem ter duas noções de pertencimento quando assistem ao nosso trabalho. Primeiro, de sua própria condição humana. Depois, de sua brasilidade”, afirma Regina Bertola, diretora artística do grupo e do trabalho. “Elas me perguntam qual é a história que o espetáculo conta e eu respondo: a sua”, completa.

A peça se propõe a revelar várias formas de estabelecer parceria com alguém. “Geralmente se pensa apenas no par romântico, nos casos felizes. Mas existem também parcerias de amigos, par de enamoramento, da paquera, do ciúme e da separação”, pontua Bertola.

Conforme sua longeva trajetória (de 34 anos), o Ponto de Partida segue compondo suas narrativas no estreitamento entre teatro e música. Por conta disso, o espetáculo se inspira em música de vários períodos da música popular brasileira. “Minha proposta era que não tivéssemos uma só palavra falada em todo o espetáculo. Apenas a música falaria”, ressalta a diretora. “Dessa maneira, conseguimos compor uma grande linha do tempo da música brasileira”, completa.

São músicas de Chico Buarque, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Ary Barroso, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Vander Lee, Cartola, Rita Lee e canções de Pablo Bertola e Lido Loschi, especialmente compostas para o espetáculo. A direção musical e os arranjos são de Gilvan de Oliveira, que forma com Cléber Alves e Serginho Silva, o trio que está sempre em cena, executando a trilha ao vivo.

O trabalho de selecionar quais músicas entrariam para dialogar com os momentos que a peça propõe não foi dos mais fáceis, no entanto. “Esse é o papel de dramaturga e diretora, a gente precisa fazer cortes, determinar o que entra e o que sai, essa é minha visão, minha assinatura para o espetáculo, mas eu confesso que, às vezes, dá uma certa angústia, porque existem tantas músicas boas que a escolha passa a ser mais difícil. Por exemplo, quantas músicas boas temos que falam de amor? Um monte”, exalta Bertola.

Agenda

O quê. “Par”

Quando. Hoje, às 20h

Onde. Cine Theatro Brasil (rua dos Carijós, 258, centro)

Quanto. R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)

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