Participação popular não se reúne há sete meses na CMBH

Vereadores não aparecem e presidente da comissão diz que colegiado é "nulo"

iG Minas Gerais | Do Aparte |

Servidores apontam problemas em licitações e inchaço da corporação
VERA GONCALVEZ - 7.2.2013
Servidores apontam problemas em licitações e inchaço da corporação
No momento em que a sociedade questiona seus representantes e pede mais espaço na discussão política, a Comissão de Participação Popular da Câmara Municipal de Belo Horizonte foi esquecida pelos vereadores. O colegiado, responsável por receber e analisar as proposições sugeridas por entidades da sociedade civil, não conta com a presença de um parlamentar sequer desde a primeira quinzena de abril. Por depender da presença de cinco representantes para acontecer, nenhuma reunião foi realizada em 2014. Nas vezes em que apareceu alguém, o recorde de presença foi de dois parlamentares, em 7 de março. Depois disso, só uma presença, em 11 de abril. De lá para cá, 22 reuniões agendadas foram canceladas, pois todos os vereadores do grupo faltaram. Questionado sobre o motivo de tamanho descaso, o presidente da comissão, vereador Gilson Reis (PCdoB), afirma que, desde a reformulação nas comissões ocorrida no início do ano, o colegiado perdeu “seu valor político e jurídico”. Gilson Reis avalia como “nula” a comissão, que não pode liberar qualquer tipo de projeto de lei ou requerimentos sem que esteja sob a “supervisão” de outras comissões. Ele reconhece que isso é “um atraso na política da cidade”. O presidente da Câmara, vereador Léo Burguês, não foi encontrado para se manifestar sobre o assunto. Sua assessoria informou que ele estava em reunião externa. Além de Gilson Reis, fazem parte da comissão: Autair Gomes (PSC), Silvinho Rezende (PT), Veré da Farmácia (PTdoB), Juninho Paim (PT), Pedro Patrus (PT), Professor Wendel (PSB), Doutor Sandro (PROS) e Jorge Santos (PRB).  

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