Gilvan ironiza reclamações e usa regulamento para justificar preços

Presidente ainda disse que valores de R$ 1.000 cobrados para a torcida atleticana também serão cobrados para os cruzeirenses

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA E THIAGO NOGUEIRA |

Esportes - Belo Horizonte - Minas Gerais
Reuniao da Federacao Mineira de Futebol para o classico Cruzeiro x Atletico na final da Copa do Brasil, com presenca dos dirigentes de ambos os times.


Foto: Uarlen Valerio / O Tempo 18-11-2014
Uarlen Valério
Esportes - Belo Horizonte - Minas Gerais Reuniao da Federacao Mineira de Futebol para o classico Cruzeiro x Atletico na final da Copa do Brasil, com presenca dos dirigentes de ambos os times. Foto: Uarlen Valerio / O Tempo 18-11-2014

O presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, tratou de colocar ainda mais "fogo" na polêmica envolvendo os valores exorbitantes de bilhetes destinados ao torcedor atleticano no jogo de volta da final da Copa do Brasil, no Mineirão, no próximo dia 26 de novembro. Para garantir acesso ao jogo que pode sacramentar o inédito título da Copa do Brasil, os alvinegros terão que desembolsar nada menos que R$ 1.000.

"Nós já tínhamos programado que precisávamos de receita no fim do ano. É época de pagar 13º e férias dos jogadores em meses que não ocorrem o futebol. Toda vez que o Cruzeiro for decidir uma competição, um jogo decisivo, a gente tem que aproveitar e cobrar um pouco mais. Cobramos muito barato", disse o presidente celeste.

Não satisfeito, Gilvan ainda justificou a opção do Cruzeiro pelos altos preços e relembrou as polêmicas com Kalil, que teria descumprido a promessa de realizar clássicos com torcida única.

"Eles (atleticanos) vão ter que comprar ingressos da mão da torcida do Cruzeiro. Se dar um lucro, eles (cruzeirenses) são capazes de vender para eles (atleticanos). Nós já vendemos os ingressos. Acreditamos na palavra do presidente deles, que jurou que jamais iria botar torcida do Atlético em jogo do Cruzeiro. Vai acreditar no que ele falou, ou fala depois?", questionou Gilvan.

"O regulamento nos dá o direito de reciprocidade. Se for o caso, que vá para o tribunal, lá talvez, aplique-se uma multa", emendou o dirigente celeste, referindo-se aos 8% de ingressos disponibilizados à torcida cruzeirense no primeiro jogo. A quantidade fez com que o clube abrisse mão de suas entradas.

Desta vez, para o Atlético, a Raposa disponibilizou apenas 5% das entradas no Mineirão. O clube alvinegro já prometeu recorrer da definição.

Valores iguais?

Na conclusão de sua entrevista, o presidente celeste apontou que determinados ingressos para o torcedor comum do Cruzeiro, ou seja os não-sócios, também serão comercializados a R$ 1.000. Desta maneira, os valores cobrados aos atleticanos ficariam equalizados e de acordo com as recomendações legais.

"O preço desses ingressos são iguais aos que serão colocados para a torcida do cruzeiro que não é sócio do futebol. O sócio paga uma quantia mensal muito grande e tem os ingresso a um preço diferenciado dos outros. Isso está no regulamento geral das competições, que permite a venda diferenciada para seus sócios. Nós ainda não colocamos para o torcedor comum, mas quando fomos colocar, vai ser o mesmo preço da torcida do Atlético", concluiu o dirigente.

Até o momento, 35.012 cruzeirenses garantiram entrada no duelo decisivo da Copa do Brasil. Por enquanto, a venda ocorre somente para sócios do futebol, pela internet.

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