Pelo menos 230 amostras de DNA da Polícia Civil podem ter se perdido

Material genético que estava mantido no Instituto de Criminalística, em Belo Horizonte, pode não ser recuperado e prejudicar investigações policiais

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Pelo menos 230 amostras de material genético (DNA) que eram mantidas refrigeradas no Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais, no bairro Barro Preto, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, podem ter se perdido, durante o fim de semana, quando a refrigeração das informações biológicas foi suspensa.

"Já tinha um problema de instalação aqui no laboratório e houve um super aquecimento em um dos freezers", explicou o diretor do instituto, Marco Paiva.

Agora, funcionários do local buscam fazer o levantamento do prejuízo. Segundo Paiva, parte do tecido "mole", como vísceras e músculos podem ter sido perdidos, já que o material biológico precisa de refrigeração para não deteriorar. Já ossos e dentes, talvez possam ser recuperados.

O incidente aconteceu nesse sábado (15) e como o local não possui expediente durante o fim de semana, o problema só foi detectado nessa segunda-feira (17). A energia já foi restabelecida e o equipamento já voltou a funcionar. De acordo com o diretor, algumas medidas estão sendo tomadas para que novos problemas não voltem a acontecer.

"Já tivemos alguns probleminhas internos, mas nada que comprometesse. Dessa vez, foi uma coisa mais séria", afirmou.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que enviará uma nota sobre o fato, ainda nesta noite.  

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