Justiça pede quebra de sigilo bancário de 15 empreiteiros presos

Juiz Sério Moro deve decidir ainda nesta sexta-feira (18) se os 17 presos, temporariamente por cinco dias, terão o tempo de prisão prorrogado

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Juiz federal do Paraná é o responsável pelas ações da Lava Jato
J. F. DIORIO/ESTADÃO CONTEÚDO - 11.9.2008
Juiz federal do Paraná é o responsável pelas ações da Lava Jato

A Justiça Federal no Paraná pediu nesta terça-feira (18), ao Banco Central (BC), a quebra de sigilo bancário dos executivos de empreiteiras presos na última sexta-feira (14), na sétima fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal (PF). A decisão, assinada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações, alcança 15 presos. Entre eles, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o lobista Fernando Soares, também conhecido como Fernando Baiano, contra quem existe mandado de prisão, mas continua foragido.

De acordo com o pedido enviado ao Banco Central, também terão as contas bancárias rastreadas João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Correa; Ildefonso Colares Filho, diretor presidente da construtora Queiroz Galvão; Sérgio Cunha Mendes, diretor da Mendes Júnior; e Agenor Franklin Magalhães, diretor da OAS, entre outros dirigentes de empreiteiras.

O juiz Sério Moro deve decidir ainda nesta sexta-feira (18) se 17 presos, temporariamente por cinco dias, terão o tempo de prisão prorrogado. O juiz aguarda manifestação da PF e do Ministério Público Federal para decidir a questão. Desde as 9h desta terça-feira (18) diretores das empresas UTC e Camargo Correa prestam depoimento na Superintendência da PF em Curitiba.

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