Executivo não denunciou propina por medo de represálias, diz advogado

Segundo defesa do diretor de Óleo e Gás da construtora Galvão Engenharia, os contratos da empresa foram obtidos legalmente e reiterou que o executivo está disposto a fazer uma acareação com Costa e Youssef

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O advogado do diretor de Óleo e Gás da construtora Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, disse que, por medo de represálias, seu cliente não havia denunciado antes a chantagem para pagar propina ao esquema do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

"Você coloca 10 mil famílias na rua? A represália é textual, é afirmada. Para você ter um crime de extorsão, de concussão, há a necessidade de que a pessoa te ameace, que ela faça uma coação", disse, na tarde desta terça-feira (18), o advogado José Luis de Oliveira Lima, que tem o ex-ministro José Dirceu entre os seus clientes.

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta terça revelou que Fonseca disse, em depoimento à Polícia Federal na véspera, que foi coagido por Youssef e Costa a pagar propina sob a ameaça de a Galvão ser prejudicada em contratos em andamento com a Petrobras.

O advogado, que esteve na Polícia Federal para visitar seu cliente, afirmou que os contratos foram obtidos legalmente e reiterou que o executivo da Galvão está disposto a fazer uma acareação com Costa e Youssef, que "não são exatamente a madre Teresa de Calcutá". Questionado sobre quais são esses contratos, Lima limitou-se a dizer que constam nos autos.

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