Ainda sem Jaqueline, Camponesa-Minas pega líder da Superliga

Equipe de BH, ainda sem vencer no torneio, encara Molico-Nestlé-SP, nesta quarta-feira, fora de casa

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Jogadoras do Minas terão companhia de Jaqueline em breve nos treinos em Lourdes
Divulgação
Jogadoras do Minas terão companhia de Jaqueline em breve nos treinos em Lourdes

 

O Camponesa-Minas entrará em quadra, nesta quarta-feira, com status de ser a mais nova casa de uma bicampeã olímpica. Anunciada há menos de dois dias pelo clube de Belo Horizonte, a jogadora terá a capital mineira como sua residência na temporada 2014/2015. O anúncio coloca o Minas em uma posição almejada por muitos e o time espera fazer valer este respeito nas próximas rodadas.

O primeiro jogo do time após a oficialização do acordo acontece às 20h, em Osasco, contra o líder invicto Molico-Nestlé-SP. "Elas têm um grande time e o saque pode ser uma arma importante, até para minimizar o poderio ofensivo do outro lado. Contra o Praia, nosso saque entrou na maior parte do jogo. Quando caiu, o time delas cresceu. Precisamos ter concentração e aplicação técnica neste fundamento", indica o técnico Marco Queiroga.

Jaqueline, que tem sua apresentação no time marcada para esta quarta-feira, às 12h30, ficará na torcida, de longe. "Ela ainda nem treinou com o grupo, não sabemos das suas atuais condições físicas e técnicas. Seria prematuro colocá-la em quadra, mesmo sendo uma titular da seleção brasileira. Hoje temos um time bastante diferente daquele de três meses atrás, quando começamos os trabalhos para a temporada. Temos que fazer valer a qualidade dos nomes dentro do coletivo", lembra Queiroga.

Depois de dois jogos e duas derrotas, o Minas ainda busca superar a falta de entrosamento para encontrar a primeira vitória. "Tivemos apenas seis dias de treinos com o novo grupo. Agora, com a chegada da Jaque, mais um período de adaptação será necessário. Mas as jogadoras estão muito dispostas a ajudar e dar o seu melhor. Podemos sofrer um pouco neste começo, mas a superação delas pode compensar isso", relata o treinador.

A última partida é um bom exemplo de como o time tem um grande potencial a ser explorado. "Neste clássico, contra o Praia, merecíamos a vitória. A estreia contra o Pinheiros foi dentro de casa, com um grupo novo, que ainda não tinha jogado com a torcida ao seu lado. O terceiro set foi bom, mas poderíamos ter ido ainda melhor. Espero que apresentamos, pelo menos, o mesmo nível do último jogo", salienta.

O técnico do Molico, Luizomar de Moura, também reconhece as dificuldades do Minas. No entanto, as peças do elenco são suficientes para que sua equipe entre com cautela.

"O time delas está sendo montado ao longo da temporada. É uma equipe que conta com duas centrais experientes - Walewska e Carol Gattaz -, e tem um grupo de qualidade. Já trabalhei com o Queiroga e ele conhece bem muitas das nossas jogadoras. O Minas mostrou um bom padrão contra o Praia. Será uma partida difícil, mas estamos confiantes", afirma.