Em crise, escuderias pequenas pedem reunião com Ecclestone

A Force India, Sauber e Lotus também enviaram uma carta à CVC, empresa detentora dos direitos comerciais da categoria e ao presidente da FIA, Jean Todt

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Luca Bruno/Associated Press
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Às vésperas da corrida que irá definir o campeão do Mundial de F-1 deste ano, as equipes pequenas da categoria enviaram uma carta a Bernie Ecclestone propondo uma reunião com o dirigente neste final de semana, em Abu Dhabi, para pedir mais dinheiro.

O documento assinado em nome de Force India, Sauber e Lotus, foi enviado também à CVC, a empresa detentora dos direitos comerciais da F1, assim como a Jean Todt, presidente da FIA, e os chefes das demais equipes do grid.

"Em nome de nosso interesse comum e por um futuro sustentável do esporte nós pedimos, junto a nossos acionistas, que uma distribuição mais igualitária seja implementada", afirmaram os times na carta.

"Gostaríamos de enfatizar que nosso primeiro objetivo é solicitar a redução dos custos [na F1]". O aumento nos gastos nesta temporada, impulsionados pela troca dos motores V8 pelos V6 turbo, fez com que as equipes menores entrasse, em crise.

Nas últimas semanas, dois times tiveram de ser colocados sob administração judicial: a Caterham, que após perder os GPs dos EUA e do Brasil fez uma "vaquinha" na internet e conseguiu fundos para disputar o GP de Abu Dhabi neste domingo (23), e a Marussia, que fechou as portas há cerca de dez dias.

Preocupadas que o mesmo aconteça com elas depois que não houve progresso nas negociações com Ecclestone nas últimas semanas, as equipes menores da F1 resolveram pedir mais um encontro com o dirigente às vésperas da decisão do título entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg.

Um dos maiores temores é de que seja implementada a ideia da "Super GP2" -times da categoria de acesso à F1 ganhariam motores mais potentes e completariam o grid da categoria principal- ou a de que a F1 seja dividida entre construtores e equipes que compram chassis das demais.

"Sistemas como esse apenas mostram uma visão a curto prazo da situação. É evidente que os recentes acontecimentos na F1 estão reduzindo dramaticamente o valor da categoria e destruindo a reputação do esporte", disseram os times, que ainda acusaram Ecclestone de cartel ao lado de Red Bull, Ferrari, Mercedes, McLaren e Williams, "que controlam não só a F1 como aparentemente a distribuição de lucros".

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