'Esquema atuava na Petrobras há pelo menos 15 anos', diz Procuradoria

Investigação mostra que, antes mesmo de o engenheiro Paulo Roberto Costa assumir a diretoria da Petrobras, em 2004, as grandes empreiteiras já teriam unido forças para conquistar contratos bilionários

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Juntas, as sete empreteiras mantêm contratos com a estatal no montante global de R$ 59,4 bilhões
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Juntas, as sete empreteiras mantêm contratos com a estatal no montante global de R$ 59,4 bilhões

Após requerer o confisco patrimonial de sete das maiores empreiteiras do país – Camargo Corrêa, Mendes Junior, OAS, Engevix, Iesa Óleo e Gás, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia – e ter a medida rejeitada pela Justiça Federal, a Procuradoria afirmou que "há pelo menos 15 anos o esquema criminoso atuava na Petrobras". As informações foram divulgadas nesta terça-feira (18) pelo blog do Fausto Macedo do portal "Estadão".

A investigação da Procuradoria mostra que, antes mesmo de o engenheiro Paulo Roberto Costa assumir a diretoria da Petrobras, em 2004, as grandes empreiteiras, que hoje são alvo da Operação Lava Jato, já teriam unido forças para conquistar contratos bilionários. Juntas, as sete empreiteiras mantêm contratos com a estatal no montante global de R$ 59,4 bilhões.

O Ministério Público Federal destacou que não é possível dimensionar o valor total do dano.

Empreiteiras

A Construtora Camargo Corrêa informou, por meio de nota, que repudia as ações coercitivas, destacando que a empresa e seus executivos "desde o início se colocaram à disposição das autoridades e vêm colaborando com os esclarecimento dos fatos”.

A Mendes Júnior disse que está colaborando com as investigações da Polícia Federal e facilitando o acesso às informações solicitadas.

A OAS destacou, através de nota, que foram prestados todos os esclarecimentos solicitados e dado acesso a informações e documentos requeridos na blitz policial.

Através de seus advogados a Iesa Óleo e Gás negou envolvimento com o cartel das empreiteiras na estatal.

A Queiroz Galvão ressaltou que a empresa está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Segundo a Galvão Engenharia, a empresa tem colaborado com todas as investigações e está à disposição das autoridades.

Clique aqui e veja na íntegra o parecer do Ministério Público Federal. O documento foi divulgado pelo blog Fausto Macedo do portal "Estadão".

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