Polícia do Rio indicia 14 em investigação sobre clínica de aborto

Dez foram indiciadas pelos crimes de aborto, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e fraude processual; penas podem chegar a 52 anos de prisão

iG Minas Gerais | Folhapress |

A jovem, de 27 anos, teria optado pelo aborto por medo de perder o emprego, segundo o ex-marido
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A jovem, de 27 anos, teria optado pelo aborto por medo de perder o emprego, segundo o ex-marido

A Polícia Civil do Rio concluiu na segunda-feira (17) o inquérito que investigava a morte de Jandira Magdalena dos Santos, 27, durante uma tentativa de aborto, em 26 de agosto, em uma clínica clandestina em Campo Grande, zona oeste do Rio. No total, 14 pessoas foram indiciadas.

Dez foram indiciadas pelos crimes de aborto, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e fraude processual. As penas podem chegar a 52 anos de prisão.

Segundo investigadores, dos 14 indiciados, oito estão presos. Uma mulher que entregou um cartão da clínica de aborto à Jandira e o ex-marido dela, Leandro Brito Reis, que levou a vítima ao local, foram indiciados "por incitar a prática do aborto".

Outras duas mulheres, flagradas na clínica enquanto eram submetidas a abortos, foram indiciadas pela prática proibida. Uma enfermeira que anestesiava as pacientes está foragida e uma faxineira que trabalhava na limpeza da clínica foi liberada por decisão judicial.

Jandira saiu de casa para fazer um aborto, no dia 26 de agosto, e desapareceu. Familiares da jovem disseram que, na época, ela estava com 12 semanas de gestação e seria seu terceiro filho. Eles contam ainda que ela teria decidido abortar por "desespero". No dia seguinte, um corpo carbonizado foi encontrado num veículo em Guaratiba, zona oeste. Mesmo sem digitais e arcada dentária, um exame de DNA confirmou que o corpo era de Jandira.

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