PC apresenta líderes de quadrilha que deu prejuízo de R$ 3 milhões

Operação Laguna prendeu dois jovens que estariam envolvidos em pelo menos 8 crimes que causaram este prejuízo

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Uma quadrilha especializada em roubo de cargas, principalmente de produtos eletrônicos, que atuava principalmente nas BR's 040, 381 e 135, foi desarticulada pela Polícia Civil (PC). Dois líderes do bando, que já teria causado cerca de R$ 3 milhões de prejuízo com os assaltos, foram presos e apresentados à imprensa nesta terça-feira (18).

A operação Laguna, em referência ao bairro de Contagem onde vivia o principal líder da quadrilha, teve início há cerca de três meses na Delegacia Especializada em Repressão ao Furto, Roubo e Desvio de Cargas da Divisão de Operações Especiais. O delegado Marcos Vinícius Lobo explicou que eles são investigados pelo envolvimento em pelo menos oito crimes que teriam gerado o enorme prejuízo.

"Em dois deles o envolvimento já foi confirmado. Um deles ocorreu em outubro deste ano em Curvelo, na região Central do Estado, quando uma carga de cigarros avaliada em R$ 280 mil foi levada. O outro foi em setembro, em Vespasiano, quando levaram uma carga de celulares de R$ 500 mil", lembrou o policial.

O líder do bando, conhecido como Peixe Boi, de 23 anos, foi preso no último dia 11 de novembro. Os levantamentos indicaram que ele levava uma vida luxuosa, fazendo viagens para resorts em lugares paradisíacos como Itacaré, Salvador e Porto Seguro, na Bahia. "Ele também ostentava com várias festas em sítios na região metropolitana de Belo Horizonte", detalhou Lobo.

Um Chevrolet Captiva branco, carro avaliado em cerca de R$ 70 mil, foi apreendido com o suspeito. O comparsa do líder, conhecido como Pepê, de 22 anos, também foi preso. "Esta investigação é dividida em três etapas. A primeira foi a prisão dos líderes, a segunda será a identificação dos demais membros do bando e a terceira a identificação dos receptores dos produtos, que esperamos fazer em breve", finalizou o delegado.

O delegado Ramon Sandoli, chefe do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio, acredita que a prisão destes líderes pode ajudar a reduzir o número deste tipo de crimes no fim do ano, quando normalmente há um aumento dos casos. "Desde que as prisões deles aconteceram nós não registramos nenhum grande roubo de carga", disse.

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