Polícia Federal quer terminar depoimentos da Lava Jato nesta terça

Dos 23 executivos que estão presos desde sábado (15) na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, 17 tiveram decretada a prisão preventiva, cujo prazo é de cinco dias

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Polícia Federal pretende terminar nesta terça-feira (18) de ouvir os oito depoimentos restantes dos 23 presos na sétima fase da operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos em contratos da Petrobras.

Dos 23 executivos que estão presos desde sábado (15) na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, 17 tiveram decretada a prisão preventiva, cujo prazo é de cinco dias -a PF ainda não informou se tentará renovar as prisões ou transformá-las em prisões provisórias.

Entre os depoimentos previstos para esta terça, estão os de três executivos da UTC -o presidente Ricardo Pessoa, e os funcionários Ednaldo Alves da Silva e Walmir Pinheiro Santana- e dois da Camargo Corrêa -Dalton Santo Avancini e João Ricardo Auler.

O advogado Alberto Toron, que defende os executivos da UTC, disse na manhã desta terça que orientou seus clientes a responder todas as questões feitas durante o depoimento. "Eles não vão ficar em silêncio" afirmou.

Toron foi um dos primeiros advogados a chegar à sede da PF em Curitiba nesta manhã.

O criminalista disse ter informações de que o juiz Sérgio Moro já teria pedido a transformação das prisões temporárias em preventivas. A informação não foi confirmada pela assessoria de imprensa da Justiça Federal.

Além dos 23 executivos que foram presos na sétima etapa da operação Lava Jato, dois tiveram a prisão decretada e são considerados foragidos: Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA), e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, suspeito de ser o elo entre PMDB e esquema de corrupção na Petrobras.

Na segunda-feira (17), o advogado de Fernando Baiano, Mario de Oliveira Filho, disse que seu cliente é usado como "bode expiatório" da operação, e não confirmou se ele irá comparecer a depoimento agendado para as 14h desta terça.

A portaria é assinada conjuntamente pela Receita Federal e pela Procuradoria da Fazenda Nacional. Em outra portaria conjunta, ainda tratando do refinanciamento de tributos de que trata a Lei 13.043, há a regulamentação sobre o pagamento ou o parcelamento de débitos para com a Fazenda Nacional, relativos ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) decorrentes de ganho de capital dentro do que especifica a lei.