Executivo admite propina e diz ter sido extorquido por Costa e Youssef

Segundo Fonseca, o pagamento foi realizado após receber ameaças feitas por Costa e Youssef; eles teriam afirmado que, se não fossem atendidos, a Galvão Engenharia seria prejudicada pela Petrobras nos contratos em andamento

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O diretor de Óleo e Gás da construtora Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, afirmou ter aceitado pagar propina ao esquema do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. De acordo com depoimento à Polícia Federal nessa segunda-feira (17), Fonseca relatou ter sido extorquido pelos dois principais acusados. As informações são do jornal "Folha de S.Paulo".

Fonseca destacou que o dinheiro era destinado ao Partido Progressista (PP). Segundo ele, o pagamento foi realizado após receber ameaças feitas por Costa e Youssef. Eles teriam afirmado que, se não fossem atendidos, a Galvão Engenharia seria prejudicada pela Petrobras nos contratos em andamento.

Em meados de 2010, Fonseca havia sido procurado pelo então deputado Jose Janene (PP-PR), que comandava à época o esquema de propinas destinado ao PP. Após a morte do deputado em setembro do mesmo ano, Costa e Yousseff assumiram as negociações.

Durante depoimento, o executivo negou que a Galvão tenha formado cartel com outras empresas que tenham participado do esquema de propinas para ganhar licitações. Segundo ele, o pagamento de propina só foi realizado para evitar que os contratos da empresa fossem prejudicados pela estatal.