Ato pede volta de cadastramentos

Famílias de pacientes querem retomada de cadastros de doadores de medula

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Protesto. Cerca de cem familiares e amigos de leucêmicos caminharam do centro ao bairro Santa Efigênia
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Protesto. Cerca de cem familiares e amigos de leucêmicos caminharam do centro ao bairro Santa Efigênia

Familiares e amigos de pacientes com leucemia protestaram, na manhã de ontem, para que a Fundação Hemominas, em Belo Horizonte, volte a aceitar novos cadastros de potenciais doadores de medula óssea. Segurando cartazes e usando apitos para chamar a atenção de quem passava pelas ruas, o grupo de aproximadamente cem pessoas realizou uma passeata desde a praça Sete, no centro, até a alameda Ezequiel Dias, no bairro Santa Efigênia, na região Leste da capital. Segundo a fundação, o cadastramento foi cancelado temporariamente porque a meta de doações de Minas foi alcançada no início de novembro, dois meses antes do previsto, e voltará a acontecer em janeiro de 2015.

“Eles (Hemominas) cancelaram as doações de medula óssea. Só em janeiro vão aceitar novas doações, e o meu filho (Samuel, 4, leucêmico) está com urgência no transplante”, desabafa o gerente de concessionária Edson dos Santos Silva, 44, que participou do protesto e luta para salvar a vida do menino, o que só será possível com um transplante de medula óssea. Internado há quase dois anos, Samuel passou por várias sessões de quimioterapia, mas a doença acabou voltando.

Segundo Silva, a meta de 30,8 mil doadores só foi alcançada com a ajuda de campanhas feitas pelos próprios familiares dos pacientes. A família de Samuel, inclusive, fez parte do grupo de cerca de mil pessoas que participaram da Caminhada pelos Transplantados, em dia 27 de setembro deste ano, no Parque Municipal, no centro de Belo Horizonte, com as intenções de incentivar as doações e de conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos.

Resposta. Segundo o Hemoninas, as metas de doadores são estabelecidas de acordo com a Portaria 844 de 2012, do Ministério da Saúde, que faz os cálculos para cada Estado de acordo com a necessidade de recomposição do Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). A fundação ressaltou que, em outros Estados, a adesão de doadores não é tão grande como em Minas Gerais.

Frase

“Nós ajudamos o Hemominas a bater a meta de doadores, e agora eles só vão aceitar novos cadastros a partir de janeiro do próximo ano. Hoje, viemos pedir para que isso mude. Meu filho de apenas 4 anos está com urgência no transplante, pois os irmãos dele não são compatíveis e, por isso, não podem ser doadores.”

Edson dos S. Silva, 44 - gerente de concessionária

Limite

Redome. Segundo a Fundação Hemominas, a idade máxima para uma pessoa se manter cadastrada no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea é 55 anos. Depois, ela é desvinculada da lista.

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