Papa elogia diferenças nas relações

Francisco voltou a criticar cultura do descarte e pediu oração para jovens

iG Minas Gerais |

Alerta. Crianças têm direito a crescer com um pai e uma mãe capazes de criar ambiente idôneo, disse o papa
Andrew Medichini
Alerta. Crianças têm direito a crescer com um pai e uma mãe capazes de criar ambiente idôneo, disse o papa

Cidade do Vaticano. Na abertura da reunião “A complementaridade entre homem e mulher”, nesta segunda-feira, o papa Francisco disse que não se deve reduzir as relações entre homens e mulheres a “um modelo único e simplista”.

“Quando falamos em complementaridade entre homem e mulher, neste contexto (de família) não devemos confundir tal terminação com a ideia simplista que todas as funções e as relações entre ambos os sexos estão confinados a um modelo único e estático”, disse o papa.

Segundo o líder da Igreja Católica, esse relacionamento “assume muitas formas porque cada homem e cada mulher trazem consigo sua própria contribuição pessoal ao matrimônio e à educação dos filhos”. Ainda na abertura, ele afirmou que essa riqueza de diferenças “não é só um bem, mas também uma beleza”.

O papa disse também que todas as crianças têm o direito de “crescer com um pai e uma mãe capazes de criar um ambiente idôneo para o desenvolvimento e amadurecimento afetivos”. Por causa disso, o matrimônio é “fundamental” para que a sociedade seja estável e traga benefícios a todos.

Pedido. Falando aos católicos, o papa fez um apelo para que eles se empenhem em ser solidários, fiéis e ter um amor fecundo para fazer com que a sociedade e as famílias sejam melhores. Ele pediu uma oração especial para o jovens.

O pontífice voltou a criticar a cultura de descarte da sociedade moderna, dizendo que as famílias estão em crise porque “vivemos na cultura do provisório”. Ele afirmou que a “mudança” nas roupas e na moral trouxe mais liberdade às pessoas, mas “trouxe uma devastação espiritual e material a inúmeros seres humanos, especialmente os mais vulneráveis”.

Ao finalizar seu discurso, Francisco afirmou que “o declínio da cultura do matrimônio está associado ao aumento da pobreza e de inúmeros problemas sociais”.

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