Número de escravos no Brasil cai 26% em um ano, diz estudo

No mundo, houve crescimento de 20%, com mais de 35 milhões fazendo trabalho forçado

iG Minas Gerais |

Brasília. O Brasil tem 155,3 mil pessoas em situação análoga à escravidão, segundo o relatório Global Slavery Index 2014 (Índice de Escravidão Global), da Fundação Walk Free, divulgado ontem. Houve significativa queda em relação ao levantamento do ano passado, que apontou mais de 200 mil pessoas submetidas ao trabalho escravo no país.

Pela primeira vez, conforme o levantamento, o número de pessoas resgatadas em situação de trabalho forçado no setor da construção civil (38% dos casos) foi maior que no setor rural do país. De acordo com a Walk Free, o Brasil atraiu bilhões de dólares em investimentos para a execução da Copa do Mundo, o que propiciou o aumento do número de casos de escravidão em áreas urbanas.

O relatório também destaca que a exploração sexual concentrou um grande número de pessoas em situação de trabalho forçado por causa do grande fluxo de turismo nas cidades-sede do Mundial. A Walk Free ressaltou que Fortaleza concentrou boa parte dos casos de abuso sexual de crianças por turistas.

Reação do governo. A organização ressaltou o progressivo comprometimento do governo e das empresas com a erradicação do trabalho forçado no Brasil. Uma das medidas lembradas foi a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo, que determina a expropriação de imóveis urbanos e rurais onde seja constatada a exploração de trabalho análogo à escravidão. Outra medida importante é a lista suja do trabalho escravo, elaborada pelo Ministério do Trabalho.

“O Brasil é um dos líderes mundiais no combate à escravidão. A lista suja e os grupos móveis de combate ao trabalho escravo são muito importantes e nenhum outro país tem medidas como essa”, disse Bales. As informações são da Agência Brasil.

Crianças

Faxineira. Ainda há muitas crianças trabalhando como empregadas domésticas. Em 2013, 258 mil pessoas entre 10 e 17 anos estavam trabalhando como domésticas no Brasil.

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