PMDB terá três secretarias e diretores em estatais

Peemedebistas estão entre os prioritários para cargos

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Principal partido aliado do governador eleito Fernando Pimentel (PT), o PMDB terá pelo menos três secretarias e o direito de indicar um diretor em cada uma das empresas públicas do Estado, entre elas a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Faltando menos de dois meses para tomar posse, Pimentel autorizou as negociações primeiro com as siglas que participaram de sua coligação – além de PT e PMDB, isso inclui o PCdoB, o PROS e o PRB.

Os encontros com as legendas até então adversárias devem começar após o retorno do petista à capital mineira.

Segundo uma liderança próxima ao novo governador, depois do PT, os peemedebistas estão no topo da preferência pelos cargos no Executivo. Por enquanto, nomes do PMDB estão cotados para cinco pastas, mas só está certo, até o momento, três postos no primeiro escalão.

Na Saúde, integrantes do PMDB acreditam que é irreversível a nomeação do deputado federal Saraiva Felipe, que tem experiência na área. A expectativa também é grande na Agricultura, com uma preferência pelo suplente na Câmara dos Deputados Silas Brasileiro.

Uma novidade pode ser a Defesa Social. Rodrigo Pacheco, advogado eleito deputado federal pela legenda, é uma das possibilidades do partido. “A negociação com o PMDB é sempre a mais longa. Existem quadros para várias áreas, mas é preciso mediar isso e levar em conta que eles também devem estar nas empresas estatais”, relata um petista. A presidência das estatais não deve ficar com nenhum partido, já que Pimentel pretende colocar nomes estritamente técnicos nesses espaços. O mesmo não deve ocorrer no caso das diretorias.

Outro partido que será recompensado pelo apoio nas eleições é o PCdoB. Além de uma secretaria, o partido conseguirá “subir” para a Câmara dos Deputados seu presidente estadual, Wadson Ribeiro. Isso será possível porque outros nomes já eleitos assumirão secretarias e deixarão vagas na Câmara federal, entre eles o deputado Miguel Corrêa, futuro comandante da pasta do Desenvolvimento Regional.

O mesmo deve ocorrer com o PROS. Seu dirigente estadual, Ademir Camilo, também deixará de ser suplente. A sigla ainda será contemplada com um cargo no governo. O PRB já tem garantida uma secretaria.

Espera. Apesar de ainda não terem sido procurados por Pimentel, integrantes do PR e do PSD acreditam que um apoio é “natural”.

Nas eleições, membros da direção do PR chegaram a anunciar oficialmente apoio a Pimentel, apesar da legenda estar em lado oposto. Ao menos uma secretaria será oferecida a cada uma das duas siglas.

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