Clube de executivos coordenava cartel

iG Minas Gerais |

Brasília. A alta cúpula das empreiteiras tem participação direta no cartel dos fornecedores da Petrobras investigado na operação Lava-Jato. O “clube”, apelido dado pelos próprios integrantes, tinha coordenador, reuniões periódicas e até uma divisão interna, em que apenas as gigantes (Camargo Corrêa, UTC, OAS, Odebrecht e Andrade Gutierrez) eram “VIPs”.

Segundo o executivo Julio Camargo, da Toyo Setal, que colabora com as investigações, esse grupo tinha poder sobre os demais integrantes do cartel e agia de forma conjunta “até o limite da persistência” para fazer valer suas vontades.

Para desvendar o funcionamento do cartel, foram fundamentais os relatos de dois delatores: Julio Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, também da Toyo. Eles contaram detalhes de como eram feitas as negociações diretas com os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque, ambos presos.

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